Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Compartilhe:
Estatuto completa 35 anos e está em debate

CIDADANIA

Estatuto da Criança e do Adolescente completa 35 anos

Especialista alerta: planejamento orçamentário sem foco nas crianças e nos adolescentes compromete direitos fundamentais

Com a proximidade do prazo final para que as prefeituras entreguem seus Planos Plurianuais (PPAs) ao Legislativo, ganha força a mobilização da sociedade para assegurar que o planejamento orçamentário dos próximos quatro anos reflita as reais prioridades da população. Agosto é o limite para o envio das propostas às câmaras municipais, e a proteção de crianças e adolescentes — prevista como prioridade absoluta na Constituição e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) — deve estar entre os compromissos centrais das gestões.

O Plano Plurianual é o instrumento que define as metas e diretrizes que irão nortear as ações da administração pública entre 2026 e 2029. Nele devem constar iniciativas nas áreas como Educação, Saúde, Assistência Social, Cultura, Esporte e Infraestrutura voltadas às infâncias. Nesse contexto, especialistas destacam que este é um momento estratégico para garantir que as políticas públicas para crianças e adolescentes não fiquem apenas no papel por falta de previsão orçamentária. O prazo para entrega dos PPAs coincide com a data em que o ECA completa 35 anos, o que reforça o chamado à responsabilidade dos gestores e à participação ativa da população. “O ECA, assim como a Constituição Federal, afirma que a efetivação dos direitos de meninas e meninos deve ser prioridade absoluta e dever do Estado e de toda a sociedade. Essa prioridade precisa ser refletida no orçamento público, porque sem investimento não há direitos garantidos”, destaca Débora Reis, analista do Centro Marista de Defesa da Infância (CMDI).

A população pode participar pressionando vereadores para que avaliem cuidadosamente os PPAs e proponham emendas que fortaleçam o financiamento das políticas. “O PPA não pode ser encarado apenas como um documento técnico, mas como uma ferramenta de transformação social, e a população tem o direito de acompanhar e cobrar seus representantes por políticas públicas efetivas”, afirma Débora. A presença em audiências públicas e o monitoramento das propostas, segundo ela, são fundamentais para assegurar um futuro justo para meninas e meninos em todos os territórios.

Orçamento Criança e Adolescente

Mapear e acompanhar o investimento público é uma importante estratégia para a garantia dos direitos estabelecidos no ECA. O Orçamento Criança e Adolescente (OCA) é uma segmentação do orçamento público que identifica gastos previstos e realizados em políticas públicas para infâncias, adolescências e suas famílias. Segundo Débora, a ausência de previsão orçamentária pode comprometer direitos básicos e agravar situações de vulnerabilidade social. “É fundamental que o OCA seja considerado na elaboração do PPA e, depois, que haja acompanhamento para que o planejamento seja de fato executado”, reforça.

Compartilhe: