A morte de Geovana Gabriela da Silva, de 26 anos, passou a ter novos contornos após a investigação da Delegacia da Mulher em Paranavaí. O que no começo foi apresentado como um possível caso de suicídio agora é tratado como crime de feminicídio.
Geovana foi encontrada sem vida dentro de casa, no Jardim Ipê, no domingo, 21 de junho. Naquele primeiro momento, o caso foi registrado como possível suicídio, conforme a versão apresentada pelo ex-marido da jovem à equipe de plantão. Com o avanço da investigação, a história começou a mudar.
Segundo o delegado responsável pela investigação, Luciano Nendza Dias, o laudo apontou que a causa da morte da jovem foi asfixia mecânica por estrangulamento. A partir daí, a Delegacia da Mulher reuniu outros elementos que levaram à conclusão de que Geovana teria sido vítima de feminicídio.
Além disso, o ex-marido também passou a ser investigado por fraude processual, após tentar montar uma cena para fazer o caso parecer um suicídio.
Diante dos indícios, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva do suspeito. O homem foi preso e levado para o sistema penitenciário, onde permanece à disposição da Justiça.
Em nota, a Polícia Civil do Paraná afirmou que segue com a investigação e reforçou o compromisso de apurar com rigor crimes de violência contra a mulher.




