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Foto: Arquivo DN

CITRICULTURA

Experiência no combate ao greening atrai representantes de outros estados à região

Ações coordenadas no Noroeste do Paraná chamaram a atenção de fiscais do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, que estarão em Paranavaí na próxima semana

REINALDO SILVA

Da Redação

As ações coordenadas de combate ao greening nas regiões Noroeste e Norte do Paraná garantiram resultados importantes nos pomares cítricos. A mobilização dos setores público e privado levou à erradicação de plantas contaminadas na área urbana e em propriedades não comerciais, medida necessária para proteger toda a cadeia produtiva.

Graças a essa soma de esforços, o estado tem sido apontado como referência no controle da doença, que dizima plantações de laranjas, limões, tangerinas e outras variedades de citros Brasil afora.

Com os olhares voltados para o trabalho desenvolvido no Paraná, fiscais das secretarias estaduais de Agricultura do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina estarão em Paranavaí na próxima semana para uma série de atividades técnicas. O objetivo é buscar, por aqui, suportes científicos e práticos que fortaleçam a citricultura nos dois estados.

O chefe do escritório regional da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) de Paranavaí, Alisson Barroso, destaca que o intercâmbio é importante para preservar a sanidade citrícola e, assim, evitar perdas que comprometam o setor.

Uma das medidas adotadas foi a erradicação de árvores contaminadas fora de propriedades comerciais
Foto: Arquivo

Em São Paulo, por exemplo, a estimativa é que o greening tenha afetado em média 40% das plantações comerciais de laranja, chegando a 80% em alguns casos específicos. No Paraná, o percentual médio estimado cai para 30%, mas é preciso reduzir ainda mais; daí a necessidade da perenidade do combate à doença.

O chefe regional da Adapar afirma que a mudança da legislação, em curso, pretende transformar o cenário e proporcionar maior segurança à citricultura. Por enquanto, o produtor pode manter árvores sintomáticas que tenham oito anos ou mais. A partir das novas regras, todas as plantas contaminadas deverão ser eliminadas, independentemente da idade. A posterior regulamentação indicará o prazo para adaptação, algo em torno de três a cinco anos.

A situação ainda está longe do ideal, diz Barroso, mas a resposta rápida das autoridades sanitárias, do poder público e do setor produtivo evitou danos mais significativos, como os de São Paulo. Nesse sentido, acrescenta, a visita dos vizinhos gaúchos e catarinenses permitirá que se preparem de maneira ainda mais efetiva.

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