A 4ª Feira Internacional da Mandioca (Fiman) será realizada de 25 a 27 de novembro, no Parque Internacional de Exposições Costa e Silva, em Paranavaí. Com entrada gratuita e programação das 13h às 20h, o evento promete movimentar o setor mandioqueiro nacional, reunindo produtores, pesquisadores, indústrias, exportadores e investidores. Reconhecida como o maior evento do Brasil dedicado exclusivamente à mandioca, a Fiman 2025 integra exposição de tecnologias, rodadas de negócios, palestras técnicas, Ideathon (maratona de inovação) e o tradicional Dia de Campo no encerramento.

A feira reforça o papel estratégico do Paraná — segundo maior produtor de mandioca do país e referência mundial em mecanização agrícola — no desenvolvimento da cadeia produtiva. Para a Associação Comercial e Empresarial de Paranavaí (Aciap), organizadora da Fiman, o evento é uma vitrine do avanço tecnológico e do potencial econômico da cultura. De acordo com Ivo Pierin, vice-presidente para assuntos da Indústria da entidade, o principal objetivo da feira é evidenciar a relevância da mandioca para o Paraná e para o Brasil.
“O propósito é estar colocando em evidência a importância econômica da mandioca dentro do Estado”, afirma Pierin. Segundo ele, a feira também mostra ao poder público que o apoio ao setor gera resposta direta no desenvolvimento regional e nacional. “A importância do Paraná, que lidera a produção nacional em termos de mandioca para aproveitamento industrial, é enorme”, completa.
Com delegações de pelo menos 25 estados e do Distrito Federal, a Fiman também gera forte impacto econômico local. Hotéis lotados, restaurantes movimentados e comércio aquecido são alguns dos reflexos diretos dos dias de feira. “É uma feira audaciosa para Paranavaí pelo volume de pessoas que movimenta. Produtores, investidores e interessados em tecnologia chegam antes mesmo da abertura oficial, movimentando a economia por semanas”, explica Pierin.

A Fiman se consolidou como vitrine tecnológica e também como espaço de formação, inovação e geração de novos negócios. Segundo Pierin, empresas nasceram dentro do ambiente da feira e outras apresentam soluções inéditas nesta edição. Em 2025, um dos destaques será a discussão sobre o aproveitamento da parte aérea da planta, ainda pouco utilizada no Sul, mas essencial em outras regiões do Brasil.
Com forte apoio dos governos municipal e estadual, a expectativa da organização é positiva. “A inovação e os resultados econômicos são muito visíveis. A Fiman mostra ao Brasil a viabilidade econômica da mandioca, que pode se transformar em um grande ativo nacional”, conclui.




