Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Compartilhe:
Kelly Andrade tem conseguido conquistas importantes (Foto: Arquivo Pessoal)

DIA DA MULHER

Fisiculturista de Paranavaí mostra a força que vai além dos músculos

Moradora de Paranavaí, Kelly começou a treinar musculação ainda na adolescência. Duas décadas depois, transformou a paixão pelo esporte em carreira nos palcos do fisiculturismo

No fisiculturismo, que por muitos anos foi visto como predominantemente masculino, as mulheres vêm conquistando cada vez mais espaço, respeito e protagonismo. No Dia Internacional da Mulher, o Diário do Noroeste conta a história da atleta e personal trainer Kelly Andrade, que equilibra a rotina intensa de treinos, atendimentos profissionais e cuidados com a filha, demonstrando que a força feminina vai além de músculos. 

Moradora de Paranavaí, Kelly começou a treinar musculação ainda na adolescência e, duas décadas depois, transformou a paixão pelo esporte em carreira nos palcos do fisiculturismo. Atleta da categoria wellness, ela decidiu competir há cerca de cinco anos e desde então, conseguiu conquistas importantes em campeonatos Paranaense, Brasileiro, Copa Sul e Copa Norte.

Apesar das conquistas, Kelly faz questão de destacar que sua maior identidade hoje vai além do esporte. “Antes eu me apresentava como profissional de educação física apaixonada pelo esporte. Hoje eu digo que sou a mãe da Mariana. Depois que me tornei mãe, percebi o quanto esse título é importante”, afirma.

Mariana, de cinco anos, acompanha de perto a rotina da atleta e faz parte da preparação da mãe. “Ela participa de tudo. Quando estou fazendo cárdio, arrumo um cantinho para ela brincar. Às vezes estou treinando poses e ela faz junto. Tento incluir ela na minha rotina, porque não consigo separar as duas coisas”, conta.

O caminho até os palcos não foi simples. Quando decidiu competir pela primeira vez, Kelly descobriu que estava grávida e precisou adiar a estreia. A maternidade trouxe novos desafios e a dúvida se ainda seria possível seguir com o sonho.

“Meu maior desafio foi dar conta de tudo: ser mãe, cuidar da casa e ainda me dedicar 100% ao esporte. Mas quando a gente quer, a gente consegue”, diz.

A rotina atual exige organização e disciplina. Durante a preparação para competições, os dias começam cedo, com uma hora de cárdio (exercícios aeróbicos) em jejum. Depois de levar a filha para a escola, Kelly atende alunos como personal trainer, encaixa seu treino entre os atendimentos e ainda realiza outra sessão de cárdio no fim do dia.

Quando Kelly começou a competir, o cenário do fisiculturismo feminino em Paranavaí ainda era pequeno. Segundo ela, o esporte era visto majoritariamente como um território masculino.

“Hoje a realidade mudou muito. As mulheres estão cada vez mais presentes no fisiculturismo, mas nem sempre foi assim. Já existiu muito preconceito em relação ao corpo feminino musculoso”, afirma.

A atleta lembra que, historicamente, padrões estéticos impostos às mulheres dificultavam a aceitação de corpos mais fortes e definidos. Com o crescimento das categorias femininas, esse cenário começou a mudar.

Segundo ela, estamos vivendo em uma era do fitness e o que antes era visto como algo de homem, como abdômen definido ou musculatura mais evidente, hoje são objetivos buscados por várias mulheres. 

Kelly e sua filha Mariana nos palcos 

Kelly também destaca que sua estreia ajudou a abrir portas para outras atletas na cidade. “Fui uma das primeiras a competir aqui em Paranavaí. Na minha estreia, em 2022, já consegui o Top 1. Isso acabou mostrando para outras mulheres que também era possível”, conta.

Para Kelly, o fisiculturismo vai muito além da aparência física. A disciplina exigida pelo esporte acaba refletindo em todas as áreas da vida. Essa mentalidade também influencia a forma como ela encara o significado do Dia Internacional da Mulher. “Ser mulher é ser resiliente. A gente aguenta muito mais do que imagina. Cada treino mostra isso”, diz.

Mesmo com as conquistas já acumuladas, Kelly segue mirando objetivos ainda mais altos. Entre os sonhos, está chegar ao maior palco do fisiculturismo mundial, o Mr. Olympia, e figurar entre as melhores do mundo. 

Kelly também deixa uma mensagem para outras mulheres que desejam iniciar no esporte ou em qualquer área onde ainda existem barreiras.

“As pessoas sempre vão falar, você fazendo ou não. Então o mais importante é correr atrás dos seus sonhos e se priorizar”, conclui.

Compartilhe: