Em revoada, as garças passam,
Farfalhando suas asas
Anunciando que mais um dia se foi
Sob essa terra abençoada.
Com esplendor de cores
O crepúsculo se apresenta
Trazendo em seus matizes
Momentos inesquecíveis.
Descortina-se o manto
Estrelado da noite.
Sorrindo, a lua resplandece
A banhar os galhos
Onde descansam
Brancas garças,
Como frutas alvas
Encantando olhares.
Quais pomos da paz
A luzir sob os raios lunares.
Compondo uma paisagem celestial
A nos inebriar.
Sedimentando em nosso âmago,
O respeito e a compreensão
A tudo que nos cerca,
Integrando-nos na mesma irmandade.
Terezinha de Nadai é professora, escritora, integrante da Associação de Letras e Artes de Paranavaí (Alap).




