Wanessa Durante não é mais a secretária de Educação de Paranavaí. A exoneração, a pedido, foi publicada no Diário Oficial do Município nesta quarta-feira (21), depois de uma reunião com o prefeito Mauricio Gehlen. Quem assume a titularidade, em caráter interino, é a professora Rosângela Gonçalves Viana, servidora que já integra a equipe técnica da pasta.

Essa não é a primeira mudança no primeiro escalão da atual gestão. Na Secretaria de Administração, Rui Nunes deixou o cargo para a entrada de Lucas de Oliveira. Na Infraestrutura, saiu Renato Dultra e entrou Alex Romera.
A Comunicação teve o maior número de substituições. Américo de Castro chegou a ser indicado, mas não assumiu. Carlos Henrique Scarabelli iniciou o mandato acumulando a pasta que ocupa atualmente (fomento econômico e Inovação). Depois veio Kleber Nascimento e, agora, Amauri Martineli.
O Diário do Noroeste conversou com Wanessa Durante, que explicou por que deixou o cargo. “Por motivos pessoais relacionados à minha saúde, precisei tomar a difícil decisão de me afastar da Secretaria Municipal de Educação. Não foi uma decisão fácil, pois sempre desempenhei essa missão com muito amor, dedicação e responsabilidade.”
Na mensagem enviada ao DN, ela agradeceu: “Quero expressar meu mais sincero agradecimento a todos os profissionais da Educação que estiveram ao meu lado, que confiaram em nosso trabalho e que, com dedicação, união e comprometimento, foram fundamentais para tantas conquistas.”
Wanessa Durante estendeu o reconhecimento aos companheiros de gestão. “Foi uma grande honra e um privilégio fazer parte desta gestão, trabalhando ao lado do nosso prefeito Mauricio, a quem admiro como gestor e líder, e dos amigos secretários municipais, sempre unidos pelo compromisso de fazer o melhor por Paranavaí.”
Ao concluir, destacou a satisfação de estar à frente da secretaria. “Deixo a função, mas jamais deixarei de torcer pela Educação de Paranavaí, pelos nossos profissionais e, principalmente, pelas nossas crianças, que sempre foram a razão maior de todo o nosso trabalho. Encerro este capítulo com gratidão pelo que construímos, orgulho pelo que conquistamos e esperança por tudo aquilo que ainda está por vir.”
Questionamentos
A saída de Wanessa Durante foi anunciada logo após a aprovação do Requerimento 220/2026 na Câmara de Vereadores, na última segunda-feira (19). O documento, assinado por Roberto Marrique, levanta uma série de questionamentos sobre a aquisição de um imóvel para a instalação do Depósito Central da Secretaria Municipal de Educação.
De acordo com análise preliminar apresentada pelo parlamentar, a compra envolveu “declaração de utilidade pública, avaliação administrativa realizada pela Comissão Permanente de Avaliação de Bens Imóveis Municipais e posterior formalização de desapropriação amigável”.
No pedido de informações, Marrique considerou a relevância do investimento, realizado com recursos públicos, no valor de R$ 6.680.000, e apontou a necessidade de assegurar a adequada fiscalização dos atos administrativos.

Por isso, solicitou à prefeitura a íntegra do processo que culminou na desapropriação do imóvel, localizado na rua Odilon Clímaco Pereira, número 130, Chácara Jaraguá. O requerimento especificou os documentos: despachos, manifestações técnicas e jurídicas, estudos, pareceres e decisões.
O vereador também quer saber se houve participação de qualquer pessoa física ou jurídica como intermediadora, corretora, consultora, assessora ou representante nas tratativas.
Por lei, a prefeitura tem prazo de 15 dias para responder ao requerimento.

Foto: Ivan Fuquini
Ao Diário do Noroeste, Marrique disse que a aquisição do imóvel não passou por votação na Câmara de Vereadores, mas se baseou em um decreto do prefeito.
Wanessa Durante assegurou ao Diário do Noroeste que deixar o comando da Educação não teve qualquer ligação com os questionamentos feitos por Marrique. A decisão foi sendo construída há tempos, em razão das questões de saúde, conforme mencionou anteriormente.
Importância da secretaria
A Educação responde pelo maior orçamento entre as secretarias municipais. A estimativa em 2026 é de R$ 148,6 milhões. Para o ano seguinte, conforme projeto em análise na Câmara de Vereadores, a previsão é de R$ 170.975.000.
Apenas duas secretarias têm limite mínimo constitucional de investimento: na Educação, a administração pública precisa aplicar pelo menos 25% do orçamento anual; na Saúde, o piso é de 15%.


















