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ORIENTAÇÕES

Golpes em plataformas digitais de compra e venda: saiba como evitar

REINALDO SILVA

reinaldo@diariodonoroeste.com.br

O comércio eletrônico no Brasil deu um salto significativo em 2021. Na comparação com o ano anterior, as negociações pela internet cresceram 35,36%, elevando o faturamento em 48,41%. Os dados são da Neotrust/Movimento Compre & Confie e do Comitê de Métricas da Câmara Brasileira da Economia Digital (camara-e.net).

As facilidades de acesso às plataformas digitais também deixaram os consumidores mais expostos às ações dos criminosos. A lista de golpes é extensa. Os estelionatários promovem leilões de veículos, vendem equipamentos eletrônicos e fazem reservas de estabelecimentos de hotelaria, só para citar algumas modalidades.

Entre as práticas citadas no livro “É bom demais para ser verdade?”, de Alessandro Barreto Gonçalves e Natália Siqueira da Silva, está a simulação de venda de produtos inexistentes, a fim de obter vantagem ilícita com pagamento de Pix.

No texto, os autores explicam que o fraudador hospeda um site falso com nome de lojas conhecidas. Chegam a incluir informações específicas, como CNPJ e endereço da empresa verdadeira, para dar maior credibilidade. O estelionatário disponibiliza produtos com preços atrativos e superdescontos. Após o pagamento, o fraudador encerra os contatos.

Evite o golpe – Alessandro Barreto Gonçalves é mestre em Segurança da Informação e Continuação de Negócios pela Universidad Católica San Antonio de Murcia (Ucam), na Espanha. Natália Siqueira da Silva atua como agente de Polícia Civil de São Paulo, é formada em Administração e Direito e tem pós-graduação em Direito Penal pela Faculdade Damásio.

Os autores do livro “É bom demais para ser verdade?” ensinam maneiras de evitar o golpe. A primeira orientação é fazer compras em sites de estabelecimentos conhecidos. É preciso desconfiar de preços baixos e sites criados recentemente. Outra dica é verificar se a página é segura e procurar informações em plataformas de reclamações de consumidores.

O delegado-chefe da 8ª Subdivisão de Polícia Civil de Paranavaí, Luiz Carlos Mânica, aponta outras ferramentas de segurança que podem ajudar a prevenir golpes. Ele cita o uso de programas antivírus para proteger computadores e dispositivos móveis, por exemplo, celulares e tablets, e destaca que páginas seguras normalmente têm um ícone de cadeado ao lado da URL.

O que fazer – O livro “É bom demais para ser verdade?” traz o passo a passo para quem foi vítima desse tipo de golpe. É fundamental registrar o boletim de ocorrência, com descrição do fato, prejuízos causados, site utilizado (com o endereço eletrônico) e outros dados identificadores. “Se possuir informações de registro e hospedagem do domínio, acrescente.”

Sempre que possível, aponte as contas bancárias ou as chaves de Pix, informe o número de telefone de contato, o e-mail, as redes sociais e o aplicativo de mensagem do infrtor.

Os autores também orientam a entrar em contato com a instituição financeira e relatar o que aconteceu, assinalando que a conta do infrator é utilizada para a prática de fraudes.

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