A inadimplência das famílias paranaenses aumentou no início de 2026, conforme dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em parceria com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR).
No cenário nacional, o movimento foi de alta no endividamento, que atingiu novamente o recorde histórico, alcançando 79,5% das famílias brasileiras em janeiro.
Inadimplência
Em janeiro, o percentual de consumidores paranaenses com contas em atraso no estado subiu 1,5 ponto percentual, passando de 12,4% em dezembro para 13,9%. O avanço ocorreu mesmo com a estabilidade do índice de endividamento, que permaneceu em 85,1% no período. Na comparação com janeiro de 2025, quando a inadimplência representava 12,3% das famílias, o indicador também se mostra mais elevado, sinalizando maior pressão sobre o orçamento doméstico no início deste ano.
Também houve aumento, ainda que discreto, da parcela de famílias que declararam não ter condições de pagar suas dívidas. O percentual passou de 2,4% em dezembro para 2,7% em janeiro, reforçando o impacto financeiro típico do período pós-festas e férias.
Mesmo com o aumento das contas em atraso, o Paraná segue em posição mais favorável no comparativo nacional. O estado ocupa a 11ª colocação no ranking de endividamento, mas aparece como o penúltimo estado quando o critério é inadimplência, com percentual significativamente inferior à média brasileira, que é de 29,3%. Além disso, o índice de endividados no estado é menor do que o registrado em janeiro de 2025, quando 88% das famílias paranaenses possuíam algum tipo de dívida.
Análise por renda familiar
Entre as famílias com renda acima de dez salários mínimos, a inadimplência avançou de 10,7% em dezembro para 12,5% em janeiro, embora o percentual de endividados nesse grupo tenha recuado de 83,9% para 82,7%. Já entre as famílias com renda de até dez salários mínimos, o endividamento teve leve alta, passando de 85,3% para 85,7%. Nesse grupo, a proporção de contas em atraso também aumentou no início do ano.
O crescimento da inadimplência em janeiro é considerado um movimento sazonal, influenciado pelos gastos concentrados no fim do ano, como despesas com festas, presentes e férias, além de compromissos típicos do início do exercício, como impostos e matrículas e material escolares.
Tipo de dívidas
O cartão de crédito segue como o principal motivo de endividamento dos paranaenses, concentrando 94,1% das dívidas em janeiro. Em seguida aparecem o financiamento de veículos, com 7,2%, e o financiamento imobiliário, com 6,7%.




