Quando a conta de luz chega, é natural que os campos de valor e data de vencimento sejam os primeiros a chamar a atenção. Porém, a fatura de energia também traz detalhamentos que devem ser consultados por quem busca mais controle sobre os custos mensais da casa. A principal informação para quem quer ficar por dentro do consumo e implantar hábitos de eficiência no uso da energia é o consumo medido em quilowatt-hora (kWh): a conta informa o consumo em kWh do mês e, também, o histórico dos últimos 12 meses, o que permite identificar variações ocorridas na residência.
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De acordo com o superintendente comercial da Copel, Breno Castro, diversos fatores podem influenciar o consumo no ambiente residencial, entre eles a aquisição de novos eletrodomésticos, variação das temperaturas nas estações do ano, período de férias, visitas ou variação no número de moradores, entre outros. “O consumo é resultado de uma conta simples: a potência do equipamento que está ligado, multiplicada pelo tempo de uso”, explica o superintendente. “Portanto, comparar o histórico de consumo com o uso dos equipamentos dentro de casa é essencial para que o cliente possa se antecipar, ajustando os eletrodomésticos que utilizará e o modo de utilização, de acordo com seu perfil”, orienta o superintendente.
O histórico de consumo também pode ser acompanhado pelo aplicativo gratuito da Copel para celulares. Nas regiões onde a rede elétrica inteligente já está em operação, os clientes podem acompanhar não apenas o histórico mensal de consumo, mas também informações em tempo real e comparativos com sua região. Já nas localidades onde a modernização ainda está em andamento, essa funcionalidade será disponibilizada em breve, permitindo que os consumidores monitorem seu consumo com mais facilidade. É possível, ainda, conhecer melhor cada item que compõe a conta de luz no site da Copel.
Impacto das temperaturas – A variação de temperaturas é um dos fatores de influência sobre o uso da energia nas residências. No Paraná, de 2021 a 2024, a Copel observou um aumento médio de 9,5% no consumo de energia elétrica das residências paranaenses nos meses mais quentes, de outubro a março, em comparação com os meses mais frios do ano, o período de abril a setembro.
A variação é mais expressiva na região Oeste paranaense, onde o consumo residencial médio nesta mesma comparação subiu 20,6%. O Noroeste aparece em seguida, com um crescimento médio de 17%, e o Norte, com aumento médio de 10,7%. Já nas regiões Leste e Centro-Sul do Paraná, o impacto das altas temperaturas no consumo residencial foi mais discreto, com variações médias de 1% e 2%, respectivamente.
Este reflexo também é esperado no consumo residencial ao longo do verão 2024 – 2025, levadas em consideração informações divulgadas recentemente pelo Instituto Simepar. Durante todo o mês de fevereiro, em todas as regiões do Estado, as temperaturas médias ficaram dentro ou ao menos um grau acima da média histórica. O centro de monitoramento meteorológico registrou ainda 23 municípios paranaenses com o mês de fevereiro mais quente da média histórica, no Paraná. “Além do calor, as tempestades isoladas com grandes acumulados de chuva também foram destaque no mês de fevereiro em algumas regiões”, afirma o órgão.
Como é composto o valor da conta? As tarifas de energia são definidas para cada distribuidora, anualmente, pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). A tarifa residencial de energia da Copel, incluídos os impostos, é a mesma desde junho de 2023: R$ 0,82 cada quilowatt-hora (kWh).
Sobre o valor relativo ao consumo, incidem encargos e a bandeira tarifária definida em âmbito federal, que no momento é verde e não gera acréscimo às contas de luz. Já a contribuição para manutenção da iluminação pública que consta da fatura é definida e gerenciada pelas prefeituras.