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COLUNA DO PHD

Jogos Olímpicos: o revezamento da tocha olímpica seria um legado da Alemanha nazista?

Em todos os Jogos Olímpicos um dos gestos mais emblemáticos é o percurso da Tocha Olímpica, que sai de Atenas, berço dos Jogos, acesa no santuário de Olímpia, sendo conduzida até a sede dos próximos Jogos, no caso atual a França. Ela percorre o país-sede e culmina na abertura dos Jogos, no dia da cerimônia de abertura, acendendo a Pira Olímpica a qual permanecerá até o último dia dos Jogos. Porém este ritual não existia na Grécia antiga. Os historiadores atribuem sua origem – revezamento da tocha- a uma origem nebulosa e duvidosa.

Atualmente a chama olímpica representa a paz e a busca da união internacional, ela inicia sendo acesa por uma sacerdotisa de Olímpia, representando a pureza. A flama olímpica é um dos mais significados cativos símbolos das Olimpíadas. Está simbologia, da chama olímpica, iniciou em 1928, nos Jogos Olímpicos de Amsterdã. Foi o debut deste simbólico cerimonial, um fogo destinado a queimar durante o evento esportivo. Com origem na chama sagrada do altar do Templo de Hera, localizado no coração do santuário de Olímpia, acesa durante as Olimpíadas na antiguidade. A controvérsia de sua origem iniciou em 1936, nas Olimpíadas de Berlim, onde foi instituído o revezamento da tocha em vários países.

O revezamento como ferramenta de propaganda nazista

Carl Diem, secretário-geral do comitê organizador alemão quem pensou neste cerimonial, e no ano de1931, esse acadêmico e estudioso do esporte arquitetou o caminho da flama de Olímpia a Berlim. O COI, sempre pautado pela solenidade, deu sua aprovação em 1934. A correlação com Adolf Hitler, que chegou ao poder em 1933 se deu pela incerteza da realização dos Jogos, devido ao caráter belicoso do Führer. Sem ter ligação com a filosofia de Hitler, Carl Diem escreveu uma narrativa em torno da chama olímpica e da ideologia do novo poder.

Apresentou o projeto a Joseph Goebbels, ministro da Propaganda do regime nazista, que achou a ideia brilhante. Claro pensando em promover o Terceiro Reich como um modelo moderno e afável aos olhos do mundo. Goebbels imaginou que com a viagem da tocha, de Olímpia a Berlim, autenticaria o ideológico nazista anexo aos princípios de grandeza e pureza da Grécia antiga.

Portanto a ideia de Carl Diem apoiada por Goebbels se tornou real e em 1936, o lume olímpico foi transportado por 3075 atletas. Correu mais de 3000 km até Berlim. O regime nazista determinou os países europeus para ser percurso da chama: Iugoslávia, Tchecoslováquia e Áustria, posteriormente invadidos na Segunda Guerra Mundial.

Assim a belicosa Alemanha construiu uma imagem pacífica, amigável e atraente, ocultando seus artifícios repressivos e antissemitas, foi adotada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e mantida nos Jogos seguintes, em Londres, em 1948, e perdura até Paris 2024, curiosamente, invadida pelos nazistas.

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