Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Compartilhe:
Ricardo Hiraki é empreendedor e investidor em inovação e no mercado imobiliário. CEO e cofundador da Plano Fintech, é administrador com pós-graduação pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Para saber mais, acesse o Instagram ou pelo Linkedin

FINANÇAS

Junho é o mês em que muitas famílias descobrem que gastaram mais do que imaginavam

O endividamento das famílias brasileiras atingiu 80,9% em abril de 2026, o maior patamar da série histórica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), enquanto o número de inadimplentes já supera 74 milhões de pessoas, segundo a CNDL e o SPC Brasil. No meio do ano, porém, um problema menos visível começa a aparecer, o de famílias que não necessariamente estão endividadas descobrem que perderam o controle financeiro após meses de pequenos gastos, consumo pulverizado e falta de acompanhamento do orçamento.

Para Ricardo Hiraki, especialista em educação financeira, empreendedor e CEO da Plano Fintech, empresa que atua com educação financeira, planejamento do orçamento e reorganização de dívidas, o meio do ano é um dos períodos mais importantes para avaliar a saúde financeira das famílias. Segundo ele, após seis meses de decisões de consumo, parcelamentos e despesas recorrentes, muitas pessoas percebem que a renda continua entrando, mas a capacidade de poupar, investir ou construir patrimônio ficou pelo caminho.

“Grande parte das pessoas acredita que o problema financeiro aparece apenas quando faltam recursos para pagar as contas. Na prática, ele começa muito antes. O meio do ano oferece uma oportunidade de enxergar com clareza hábitos e comportamentos que passaram despercebidos nos meses anteriores”, afirma.

Como fazer um check up financeiro antes do segundo semestre

Assim como exames periódicos ajudam a monitorar a saúde física, as finanças também precisam de avaliações regulares. Na avaliação do especialista, junho e julho oferecem uma fotografia importante sobre a relação das famílias com o dinheiro e permitem identificar excessos antes que eles se transformem em problemas maiores.

“Esse é um dos melhores momentos do ano para revisar a vida financeira. Ainda existe tempo para corrigir rotas, reorganizar prioridades e chegar ao final do ano em uma situação mais equilibrada”, explica.

Os quatro passos para avaliar a saúde financeira

Descobrir para onde o dinheiro está indo: O primeiro passo do check up financeiro é entender exatamente como a renda foi utilizada ao longo dos últimos seis meses. A recomendação é reunir extratos bancários, faturas de cartão de crédito e registros de pagamentos para mapear despesas fixas, gastos variáveis, assinaturas, parcelamentos e compras recorrentes.

“Muitas pessoas sabem quanto ganham, mas não conseguem explicar para onde o dinheiro foi. Quando esse controle não existe, fica muito difícil tomar decisões financeiras mais eficientes”, afirma.

Medir o comprometimento da renda: Outro ponto importante é avaliar quanto da renda mensal já está comprometida com financiamentos, empréstimos, parcelamentos e demais obrigações financeiras.

Segundo o empreendedor e investidor, quando uma parcela significativa da renda já possui destino definido antes mesmo do início do mês, a capacidade de reagir a imprevistos ou criar uma reserva financeira fica reduzida.

Dados da CNC mostram que o cartão de crédito continua sendo a principal modalidade de endividamento das famílias brasileiras, presente em mais de 83% dos casos monitorados.

Avaliar se o patrimônio está evoluindo: Uma pergunta simples pode ajudar a identificar desequilíbrios financeiros: o patrimônio cresceu nos últimos seis meses?

A análise inclui aumento da reserva financeira, redução de dívidas, crescimento dos investimentos ou aquisição de ativos. Caso a renda tenha aumentado, mas o patrimônio permaneça estagnado, isso pode indicar que o consumo está absorvendo toda a capacidade financeira da família.

“Ganhar mais dinheiro nem sempre significa melhorar a vida financeira. O que realmente importa é a capacidade de transformar renda em patrimônio e segurança para o futuro”, explica.

Planejar os gastos que ainda virão: Depois do diagnóstico, o próximo passo é projetar as despesas previstas até dezembro. Férias, datas comemorativas, Black Friday e gastos tradicionais do início do ano seguinte devem fazer parte do planejamento.

Na avaliação do CEO da Plano Fintech, antecipar essas despesas reduz o risco de recorrer ao crédito de forma impulsiva e evita que o orçamento fique pressionado nos meses finais do ano.

“O erro mais comum é deixar para organizar as finanças quando o problema já apareceu. O meio do ano existe justamente para isso: analisar o que aconteceu até aqui e fazer os ajustes necessários antes que os desafios financeiros aumentem”, conclui.

Fonte: Assessoria

Compartilhe: