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Foto: Ivan Fuquini

PARANAVAÍ

Maioria dos descartes no ecoponto é feita por moradores do jardim Morumbi

De acordo com a empresa administradora, em 37 dias de funcionamento, quase 300 pessoas já fizeram o cadastro e utilizaram o espaço para depositar resíduos sólidos

A percepção da comunidade é positiva. Desde a inauguração do ecoponto, em 17 de março deste ano, as ruas do jardim Morumbi, em Paranavaí, estão mais limpas. Ao longo desses 37 dias, quase 300 pessoas já utilizaram o espaço para o descarte de resíduos; 70% são moradores do próprio bairro ou de regiões próximas.

Móveis, colchões e restos de jardinagem representam o maior volume de descarte
Foto: Ivan Fuquini
 

De acordo com a empresa administradora do ecoponto, móveis, colchões e restos de jardinagem representam o maior volume até agora, mas também é possível encontrar eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos, materiais de construção civil, papelão e papel.

O chefe de pátio Vanderlei Souza dos Reis explica que existem restrições. Não são permitidos, por exemplo, lixo doméstico, lama de fossas e caixas de gordura, animais mortos, resíduos tóxicos ou contaminantes, itens perigosos e ossos.

Apesar da placa visível no portão de entrada, há quem insista em descumprir a regra. Nesse sentido, Souza dos Reis reforça: “Ecoponto, você já vê, eco de ecologia. Não é lixão”.

Todo o material descartado passa por uma triagem e segue para destinos adequados.

Reclamações

Na tarde desta quarta-feira (22), o Diário do Noroeste conversou com moradores do entorno, e todos disseram que o cenário mudou para melhor. A casa de Antônio da Cruz fica na equina logo à frente do ecoponto e ele assegura: “O pessoal parou de jogar lixo nas ruas”.

Mesmo assim, há discordância. Recentemente, o vereador Maurício Miranda propôs a desativação da estrutura no jardim Morumbi, um pedido que, conforme argumentou, partiu da própria população. A indicação, diz, justifica-se “em razão das constantes reclamações da comunidade local quanto aos impactos que podem ser causados pelo ecoponto”.

A insatisfação estaria diretamente ligada a fatores como mau cheiro, acúmulo inadequado de resíduos e proliferação de insetos e animais, o que o parlamentar classifica como “transtornos à qualidade de vida dos moradores”.

Mudança

Pensando nessa situação, Miranda sugere que a administração municipal implante um ecoponto em área mais afastada da zona urbana. “Com melhor planejamento estrutura e ambiental, [o ecoponto] poderá atender às necessidades do município sem prejudicar a população, garantindo maior organização e eficiência na gestão dos resíduos sólidos.

A Secretaria de Meio Ambiente descarta a hipótese. “Quanto à possibilidade de mudança, no momento é inviável, considerando que já foram aplicados recursos públicos na implantação da estrutura, o que exige responsabilidade na gestão do erário”, diz o responsável pela pasta, Alessandro Cordeiro Garcia.

Ele explica que a escolha do jardim Morumbi foi feita com base em critérios técnicos alinhados à Política Nacional de Resíduos Sólidos, que orienta a destinação ambientalmente correta. A análise é da gestão municipal anterior.

“Destacamos que a implantação do ecoponto representa um avanço na organização da gestão de resíduos. É muito mais adequado e seguro ter um ponto estruturado para descarte correto do que conviver com o descarte irregular (lixão) ao lado das residências.”

O secretário informa que a expectativa é instalar pelo menos mais um ecoponto em Paranavaí ainda neste ano. Ao que tudo indica, será no jardim São Jorge.

Fonte: REINALDO SILVA - Da Redação

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