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VOLTA ÀS AULAS

Materiais escolares com preços mais altos não comprometem vendas em papelarias de Paranavaí

REINALDO SILVA

reinaldo@diariodonoroeste.com.br

A servidora municipal de Paranavaí Elizabeth Tambra levou um susto na hora de comprar os itens da lista de material escolar para o filho de 3 anos. Estão mais caros que no ano passado. Ao ver os preços, pensou em como organizar as finanças: “O aumento pesa no orçamento da família, especialmente nesta época com outras contas para pagar”.

A percepção da funcionária pública está correta. Segundo o gerente da empresa Roque Papelaria e Informática, Eduardo Iasuki Pereira, a variação média em relação a janeiro de 2022 é de 30% a 40%. Usou números aleatórios para exemplificar: uma pessoa que gastou R$ 6 mil, agora pode pagar até R$ 10 mil pelos mesmos produtos.

Fatores econômicos e políticos certamente interferiram no desempenho do setor, avalia Pereira. Mesmo assim, este é o melhor período de vendas para as papelarias. Estamos falando das semanas que antecedem o começo do ano letivo. “É o nosso Natal, a melhor época”, compara o gerente. O movimento de clientes cresce à medida que as aulas se aproximam e foi preciso contratar mais três pessoas temporariamente para conseguir atender todo mundo sem comprometer a qualidade dos serviços.

A equipe é preparada para receber os consumidores e conduzi-los pelas gôndolas da loja, seguindo a lista de compras. Os produtos vão desde o ensino infantil até o nível superior, além de materiais de expediente. Quando surgem dúvidas sobre preço ou qualidade, o cliente recebe orientações dos vendedores.

Na hora de pagar, a preferência tem sido à vista ou com cartão de débito, condições que garantem descontos expressivos. Em uma compra de R$ 1.500, o consumidor pode conseguir abatimento de quase R$ 300, estima o gerente da papelaria.

Pesquisa – O coordenador do Procon de Paranavaí, Carlos Eduardo Balliana, destaca a importância de fazer uma pesquisa de preços antes de comprar. “Será sempre a principal aliada na economia, no orçamento familiar.”

Recente levantamento feito pelo órgão de defesa do consumidor mostrou a distância dos preços praticados em diferentes lojas da cidade. A caixa de giz de cera com 12 unidades é um exemplo e pode ser encontrada por R$ 1,50 ou até R$ 8,90. O valor é quase seis vezes maior.

Balliana aponta outro aspecto importante quando o assunto é material escolar. Pela legislação, os pais não são obrigados a comprar produtos de uso coletivo dos estudantes ou da instituição. Os custos correspondentes devem ser considerados nos cálculos da mensalidade. Para citar alguns itens: álcool, sabonete líquido, produtos de limpeza, giz ou canetas para quadro, materiais administrativos e para manutenção das instalações da instituição e toner.

Da mesma forma, as escolas são proibidas de solicitar produtos sem finalidade pedagógica e itens em excesso. O estabelecimento também não pode indicar o local de compra ou exigir marcas específicas.

Em situações de descumprimento das diretrizes legais, o primeiro passo é tentar resolver diretamente com a escola. Se houver negativa do estabelecimento, “o Procon estará à disposição para orientar e tentar solucionar problemas dessa natureza”, diz Balliana. O órgão de defesa do consumidor de Paranavaí fica na Rua Antônio Felipe, 917, Centro. Os telefones para contato são (44) 3902-1055 e 3902-1056.

Município – As orientações do Procon valem tanto para os casos de alunos matriculados na rede particular quanto no ensino público. Em Paranavaí, os pais receberam a lista de compras contendo parte dos materiais que serão utilizados ao longo do ano.

O restante é fornecido gratuitamente pela Secretaria Municipal de Educação, sendo um programa suplementar definido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O município não é responsável por 100% dos itens. A entrega será no início do ano letivo, em fevereiro.

A secretária de Educação de Paranavaí, Adélia Paixão, explica que para cada idade são necessárias quantidades distintas de cadernos, lápis, borrachas… Depende da série em que a criança está matriculada. Ao longo do ano, se assim for preciso, a escola pode solicitar que os pais comprem materiais complementares, mas é raro acontecer, garante a secretária.

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