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Foto: Ivan Fuquini

FESTA E TRADIÇÃO

Moradora de Paranavaí decora a casa com a magia do Natal e os enfeites chamam a atenção

REINALDO SILVA

reinaldo@diariodonoroeste.com.br

Em vez do trenó puxado pelas renas, Papai Noel viaja de motocicleta. Uma música animada acompanha o Bom Velhinho, que se mexe graciosamente sobre o veículo. A versão inusitada do personagem natalino é o xodó de Evanir Lourdes Fernandes, a dona Iva, moradora de Paranavaí.

A decoração que ela prepara todos os anos é famosa por reunir milhares de elementos natalinos. Tem a Sagrada Família, Papai e Mamãe Noel, bolas e árvores de Natal, guirlandas, bonecos de neve em diferentes tamanhos e formatos. São tantos itens, que ela já perdeu as contas.

Ano após ano, dona Iva aguarda ansiosamente até novembro. Passado o Dia de Finados, começa a desencaixotar os enfeites e vai dando forma ao que chama de “magia do Natal”. Dispõe os itens na cozinha, na sala, no corredor e até mesmo no banheiro. O quintal ganha iluminação e cores especiais que chamam a atenção de quem passa pela Rua Pernambuco, na área central da cidade.

Em uma dessas noites estreladas em Paranavaí, a moradora recebeu a equipe do Diário do Noroeste. Tocamos o interfone e em poucos instantes ela nos atendeu. Caminhou sorridente até o portão, um gorro estilizado na cabeça e uma camiseta com ilustrações que fazem referência ao Natal.

Ela nos conta que a ideia de decorar a casa surgiu há 25 anos, quando uma das filhas engravidou. Era o primeiro neto de dona Iva, e ela precisava estar pronta para recebê-lo com pompa e circunstância. Nasciam juntos o neto e a tradição divertida e encantadora que a apaixonada avó mantém até hoje.

A primeira vez foi simples: um fio de náilon que permitia empurrar um Papai Noel pendurado de um lado para outro. Ano após ano, dona Iva incorporou novas figuras, comprou, ganhou, trocou e se tornou referência na cidade. Chegou a abrir as portas de casa para receber visitantes, prática da qual abriu mão, pois os tempos são outros e agora tudo é mais perigoso, a gente precisa tomar cuidado.

Ainda na área externa de casa, a moradora aponta para cada item. Histórias não faltam. É ali que está o Papai Noel motociclista, aquele de quem falamos no início. Dona Iva se anima quando conta que ganhou como prêmio da Associação Comercial e Empresarial de Paranavaí (Aciap) em um concurso de decoração de Natal. Mais de uma década se passou desde então.

Perto da entrada da sala, um painel revela a imagem de Maria e Jesus. Mãe e filho são protagonistas na história de Natal contada através dos séculos pela comunidade cristã e também na vida de nossa anfitriã. Juntos com o pai do menino, José, a Sagrada Família é um dos elementos que não podem faltar na decoração, diz dona Iva.

Ela nos conduz para a sala. A imagem é surpreendente. São tantos papais noéis, que os olhares se perdem admirados. Eles estão por todos os lados, sobre a mesa, no canto do cômodo, lado a lado nas prateleiras. Miniaturas, pequenos, médios grandes. “Aquela Vovó Noel é catarinense”, aponta para a boneca de mais de um metro de altura. “Meu genro trouxe de presente. Veio no carro com ele.”

A moradora coleciona enfeites e histórias. Lembra que na época em que permitia visitantes, algumas crianças não queriam ir embora e saíam dali a contragosto. Vez em quando, ela doava enfeites para quem pedia e logo conseguia repô-los. O ano em que construiu uma casa na árvore foi o de maior sucesso. Todo mundo queria conhecer.

Ela retira álbuns de fotografia das caixas, mostra imagens antigas, sorri e se emociona. Relembrar é reviver cada pedacinho da história e ser feliz mais uma vez.

Depois de conhecer o ambiente natalino e sentir um pouquinho da magia que envolve a casa de dona Iva, estamos prestes a terminar a visita. Para concluirmos nossa conversa, pergunto o que o Natal representa para ela. Responde-me que é o nascimento de Jesus e que todo nascimento é uma festa. Para receber o Menino-Deus, é preciso estar plena de alegria. E assim é na vida dela.

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