Copos, garrafas e sacolas plásticas, pedaços de vidro e até sapatos velhos. Esses foram alguns dos objetos recolhidos durante um mutirão de limpeza no Conjunto Habitacional Geraldo Felippe, em Paranavaí, na manhã desta quinta-feira (15). Aproximadamente 50 profissionais de diferentes secretarias estiveram empenhados na retirada de lixos e entulhos de ruas e casas.
Até às 11h, equipes da Secretaria de Infraestrutura empenhadas no trabalho haviam retirado dez caminhões com lixo. A limpeza deverá ser retomada no sábado (17).

Foto: Gustavo Romano
O principal objetivo da operação era acabar com possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, como forma de prevenção à dengue, explicou a secretária municipal de Saúde, Andréia Vilar. Por isso a escolha de iniciar o trabalho deste ano no Conjunto Geraldo Felippe.
Isso porque o bairro é uma das áreas com maior índice de infestação do mosquito transmissor da dengue. A constatação foi feita por meio de um levantamento realizado com ajuda da metodologia de ovitrampas, revelou Andreia.
Tratam-se de pequenas armadilhas usadas para capturar ovos, detectar a presença do vetor em pontos específicos e identificar áreas críticas. “Foi esse o motivo pelo qual nós escolhemos o Geraldo Felippe, porque aqui a gente sempre tem um número maior de focos e as armadilhas deram positivo”, citou.
A estratégia, além de colaborar com a eliminação rápida dos focos, otimiza o trabalho dos agentes de endemias, que concentram os esforços em regiões propícias para surtos de dengue. “A gente chama de trabalho inteligente, para que a gente não fique gastando energia em lugares onde nós não temos risco de dengue”.
Prevenção e orientação
Participando do mutirão, o prefeito de Paranavaí, Mauricio Gehlen, destacou que o trabalho também tem caráter orientativo. Enquanto percorriam as ruas do bairro, os agentes conversaram com a população reforçando a importância de não deixar água parada.

O objetivo, de acordo com ele, é garantir que o município melhore os índices conquistados no ano passado. O terceiro e último Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2025, divulgado em novembro, registrou índice geral de 3,0, que colocava Paranavaí em médio risco para epidemia de dengue. O índice significa que foram encontrados focos do mosquito em três a cada 100 residências.
Gehlen considerou se tratar de um momento de tranquilidade, mas que não pode ser sinônimo de descuido por parte do poder público. “São números positivos no sentido de termos índices baixos, mas nós não podemos baixar a guarda, porque senão a população pode voltar a fazer aquilo que ela fazia, que é deixar pontos de acúmulo de água”, afirmou.
Próximos mutirões
A secretária municipal de Saúde ainda revelou que os mutirões devem chegar a outras regiões da cidade nos próximos meses, sempre priorizando as áreas com maiores índices de infestação do Aedes aegypti. “Nós vamos trabalhar em todas as regiões do município de Paranavaí. Claro, dadas as proporções daquilo que nós encontramos de ovitrampas positivas”, disse.



