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Acidentes geram lesões físicas graves Foto ilustrativa: EBC

MAIO AMARELO

Neurocirurgião alerta para impacto dos acidentes de trânsito nas lesões da coluna

Em meio à campanha Maio Amarelo, que chama a atenção para a segurança viária, um alerta importante: os acidentes de trânsito estão entre as principais causas de lesões graves na coluna vertebral. De acordo com dados do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde, mais de 250 mil brasileiros por ano sofrem algum tipo de lesão medular resultantes de colisões automobilísticas.

“Lesões na coluna, especialmente as que afetam a medula, têm consequências que vão muito além do momento do acidente, podendo gerar sequelas irreversíveis”, afirma o neurocirurgião, mestre pela Unifesp, Dr. Alexandre Elias.

Um impacto violento pode comprometer vértebras, discos intervertebrais, nervos espinhais e a própria medula, o que pode levar a paralisias permanentes e necessidade de intervenção cirúrgica imediata. Segundo o Dr. Alexandre, as fraturas vertebrais estão entre as ocorrências mais comuns nesse tipo de trauma.

“Fraturas leves podem ser tratadas com colete e repouso, mas quando há instabilidade da coluna ou risco à medula, a cirurgia é essencial para evitar sequelas mais graves. Usamos parafusos, hastes e técnicas modernas para realinhar e estabilizar a coluna com o menor dano possível”, explica o especialista.

Outros quadros frequentes incluem instabilidade vertebral com lesões ligamentares, hérnias de disco traumáticas e, nos casos mais graves, a lesão medular. “Quando a medula é comprimida ou lesionada, cada minuto conta. A cirurgia, nesses casos, pode ser decisiva para preservar funções motoras e sensoriais”, acrescenta o médico.

Apesar da gravidade, nem toda lesão exige procedimento cirúrgico. A avaliação é feita com base em exames de imagem e na sintomatologia apresentada, e os avanços na medicina têm permitido tratamentos menos invasivos e com melhor recuperação.

“A boa notícia é que evoluímos muito nas técnicas cirúrgicas da coluna. Hoje conseguimos tratar com mais precisão, menos dor e um tempo de reabilitação mais curto, por procedimentos minimamente invasivos, neuronavegação e robótica. Mas nada substitui a prevenção”, ressalta.

Para o especialista, atitudes simples são as melhores aliadas na proteção da coluna: uso de cinto de segurança, capacete, roupas de proteção, respeito às leis de trânsito e jamais dirigir sob efeito de álcool ou cansaço.

“Por mais que a medicina tenha avançado, nenhuma cirurgia é melhor do que evitar o acidente. Proteger sua coluna é, antes de tudo, um ato de responsabilidade com sua própria vida e com a dos outros”, finaliza Dr. Alexandre Elias.

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