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Foto: Lucas Oliveira
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PARANAVAÍ

Nova estrutura permite armazenar bolsas de sangue para transfusão dentro da Santa Casa

Estrutura em operação desde dezembro garante estoque de sangue dentro do hospital, reduz tempo de espera para transfusões e amplia a segurança no atendimento de urgência e emergência

CIBELE CHACON

Da Redação

Desde dezembro, a Santa Casa de Paranavaí conta com uma agência transfusional funcionando dentro da própria unidade hospitalar. A mudança representa um avanço importante no atendimento a pacientes que necessitam de transfusão de sangue, especialmente em situações de urgência e emergência, ao garantir que os hemocomponentes estejam disponíveis de forma imediata no ambiente intra-hospitalar.

Segundo o chefe do Hemonúcleo Regional de Paranavaí, Lucas Oliveira, a implantação da agência atende tanto a critérios legais quanto assistenciais. “Cumprimento da legislação, maior estruturação de recursos, ou seja, disponibilidade, para atendimentos aos pacientes que necessitam de transfusão sanguínea”, explica. Ele ressalta ainda que “os hemocomponentes chegarão mais rápido, nos casos mais graves, aos pacientes”.

Agilidade que faz diferença

Na prática, a principal mudança está no fluxo hospitalar. Antes da implantação da agência transfusional, o hospital precisava encaminhar a solicitação ao Hemonúcleo, que então providenciava e enviava as bolsas de sangue. Agora, a Santa Casa passa a manter um estoque próprio de hemocomponentes dentro da unidade.

Oliveira destaca que, apesar da mudança logística, todos os protocolos seguem rigorosamente a legislação. “Todo o fluxo continua o mesmo, ou seja, os exames pré-transfusionais são feitos e são seguido todos os cuidados conforme a legislação.”

A redução do tempo de espera impacta diretamente a segurança e a recuperação dos pacientes, sobretudo nos casos mais críticos. “Os pacientes contam com um recurso cuja disponibilidade é imediata, principalmente naqueles casos de risco eminente de morte. Pacientes politraumatizados de acidentes, ou até mesmo aqueles da UTI ou do bloco cirúrgico que precisam de transfusão de extrema urgência”, pontua o chefe do Hemonúcleo.

Estrutura, demanda regional e papel do Hemonúcleo
Nova estrutura permite a realização dos mesmos procedimentos transfusionais já previstos
Foto: Lucas Oliveira

A nova agência transfusional permite a realização dos mesmos procedimentos transfusionais já previstos, atendendo a todos os perfis de pacientes que necessitam de transfusão sanguínea.

Embora a Santa Casa passe a contar com estoque próprio, o Hemonúcleo Regional de Paranavaí continua exercendo papel fundamental no sistema. “O Hemonúcleo continua operando a distribuição normalmente com sua capacidade instalada”, explica. Esse apoio inclui situações mais complexas, como pacientes que necessitam de fenotipagem, busca de bolsas mais compatíveis e casos de dificuldades transfusionais.

A implantação da agência era uma demanda antiga, especialmente pelo perfil da Santa Casa como hospital de referência regional. “A implantação da agência atende a uma demanda antiga, em razão da necessidade de disponibilizar os hemocomponentes de forma intra-hospitalar, garantindo agilidade e segurança no atendimento, especialmente diante da quantidade de procedimentos realizados. O hospital é referência regional, o que implica maior consumo de hemocomponentes, tanto pelo volume quanto pela complexidade dos atendimentos”, detalha Oliveira.

Doação continua no Hemonúcleo

Apesar da ampliação do serviço dentro da Santa Casa, as doações de sangue continuam sendo realizadas exclusivamente no Hemonúcleo Regional. A agência transfusional recebe os hemocomponentes já liberados e prontos para uso, enquanto o Hemonúcleo permanece responsável por todo o ciclo do sangue, desde a doação até o processamento e os testes.

“Quando o hemocomponente está pronto, ele é enviado em estoque ao hospital para ser utilizado/transfundido”, explica Oliveira, acrescentando que, na agência, são realizados os testes pré-transfusionais necessários, como tipagem ABO, pesquisa de anticorpos irregulares e prova de compatibilidade.

Ao falar com a população, o chefe do Hemonúcleo reforça a importância de manter a doação de sangue como um hábito contínuo. “A doação de sangue é um gesto simples, seguro e que salva vidas diariamente. Muitas vezes, as pessoas só se lembram da importância de doar quando algum familiar, amigo ou conhecido precisa, mas esquecem que a necessidade pode surgir a qualquer momento e pode ser com qualquer um de nós”, afirma. Para ele, a ampliação do serviço reforça uma responsabilidade coletiva: “A solidariedade de hoje é o que garante o atendimento de amanhã para todos que dependem do sistema de saúde”.

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