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Rogério Romanini afirmou que a redução da carga horária comprometeu o equilíbrio financeiro da empresa Foto: Ivan Fuquini

TRÂNSITO

Novas regras para tirar CNH preocupam donos de autoescola de Paranavaí

Entre os pontos que chamam a atenção está a possibilidade de instrutores autônomos atenderem aos condutores em formação. Empresários questionam: Haverá segurança?

A formação inadequada de condutores de veículos põe em risco a segurança coletiva. Mais importante do que facilitar o acesso à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) é garantir preparação para a rotina do trânsito. 

A reflexão é do diretor da autoescola Alto Paraná, de Paranavaí, Rogério Romanini, que questiona as mudanças estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) em dezembro de 2025. 

De acordo com as novas regras, as aulas teóricas deixam de ser obrigatórias nos centros de formação de condutores. Significa que o candidato pode se preparar por conta própria ou por meio do conteúdo disponibilizado no aplicativo CNH Brasil pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). 

Em relação às aulas práticas, houve redução no tempo mínimo: em vez de 20 horas, apenas duas. O aluno tem a opção estender o processo de aprendizagem, caso ache importante. O instrutor da autoescola também pode orientar e direcionar o candidato nesse sentido.

De acordo com Romanini, além da formação básica exigida pela resolução do Contran, a empresa oferece pacotes de cinco, dez e até mais horas. A diferença é que o novo formato elevou o custo médio da aula, acréscimo necessário para equilibrar as finanças.

Regras estabelecidas pela Senatran põem fim à obrigatoriedade da baliza na prova prática
Foto: Ivan Fuquini

Proprietário da autoescola Objetiva, também em Paranavaí, Otávio Augusto de Souza afirma que o faturamento caiu consideravelmente a partir de setembro do ano passado, quando a notícia sobre as mudanças começou a circular. As pessoas esperaram até que a normas fossem aplicadas efetivamente.

Durante esse período de transição, ele precisou realocar recursos pessoais para a empresa, a fim de manter o caixa em dia. A explicação é simples: antes, uma turma de 20 alunos cumpriria a carga de 20 horas de aulas práticas, totalizando 400 horas; agora, se os mesmos 20 aprendizes fizerem apenas cinco aulas, a soma chega a 100 horas. “Equivale a um quarto do que era antes”, pontua Souza.

Ainda é cedo para fazer avaliações mais pormenorizadas, mas tanto Romanini quanto Souza ventilaram a possibilidade de diminuir o quadro de funcionários, a depender dos resultados que serão alcançados nos próximos meses.

Por outro lado, o governo federal garante redução de até 80% no custo total para tirar a CNH, o que democratiza o acesso ao documento e permite que pessoas de rendas mais baixas consigam conduzir veículos em situação regularizada. 

Com as novas regras, estimativas indicam uma redução significativa no custo total para tirar a CNH, potencialmente barateando em até 80% o valor atual.

Outras mudanças – No último domingo (1º), a Senatran publicou um manual com as regras nacionais sobre direção veicular. O texto põe fim à obrigatoriedade da baliza na prova prática, permite o uso de carro automático, define que a prova seja feita em via pública e ainda determina novas regras para a reprovação.

Uma das principais mudanças é o fim das faltas eliminatórias. Com isso, todo candidato passa a ser avaliado pela soma de pontos decorrentes das infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) cometidas durante o percurso. Condutas que não configuram infração de trânsito, como “deixar o veículo morrer”, não geram mais reprovação automática.

A partir de agora, instrutores autônomos podem preparar os alunos, não sendo exclusividade das autoescolas. Essa possibilidade preocupa Romanini e Souza, pois, conforme argumentam, coloca em xeque a qualidade do ensino.

As autoescolas oferecem curso de formação teórica e prática para os instrutores, que passam por períodos de adaptação assistida até que estejam devidamente preparados para atender aos aprendizes. “A gente oferece estrutura e segurança”, garante Souza. “Que experiência essa outra pessoa vai ter?”, questiona.

Fonte: Reinaldo Silva - da redação

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