Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Compartilhe:
Alexandre Weiler: “Existe uma diferença enorme entre estar ocupado e gerar valor” Foto: Cleuza Rocha

PRODUTIVIDADE NO TRABALHO

O profissional “faz-tudo” entrou em colapso nas empresas

Durante anos, o mercado valorizou profissionais multitarefa, capazes de assumir diferentes funções ao mesmo tempo e manter alta produtividade. Mas esse modelo começa a dar sinais claros de desgaste. Em meio ao avanço da inteligência artificial, à hiperconectividade e à sobrecarga cognitiva, empresas passam a rever o perfil do profissional considerado estratégico.

Segundo o relatório Future of Jobs Report 2025, do World Economic Forum, 44% das habilidades exigidas no mercado devem mudar até 2027. Entre as competências mais valorizadas estão pensamento analítico, aprendizado contínuo, criatividade e capacidade de adaptação, características mais ligadas à profundidade de raciocínio do que ao acúmulo de tarefas simultâneas.

Ao mesmo tempo, o excesso de demandas vem cobrando um preço alto. Um levantamento da Microsoft mostrou que muitos profissionais afirmam não ter tempo suficiente para foco e pensamento estratégico durante o expediente, devido ao volume de reuniões, mensagens e interrupções constantes. O estudo chama o fenômeno de “dívida de produtividade”, quando o excesso de estímulos reduz a capacidade de produzir com qualidade.

Para o consultor de carreira e negócios da ESIC Internacional, Alexandre Weiler, o mercado começa a perceber que produtividade excessivamente fragmentada não significa eficiência. “Criamos uma cultura corporativa que premiava quem fazia tudo ao mesmo tempo e estava sempre disponível. Mas isso gerou profissionais operacionalmente ocupados e cognitivamente exaustos”, afirma.

Segundo ele, com a automação de tarefas operacionais, o diferencial competitivo passa a ser outro. “Hoje, as empresas valorizam cada vez mais profissionais capazes de interpretar cenários, resolver problemas complexos e aprender rapidamente. Isso exige concentração, repertório e visão estratégica”, explica.

O movimento também aparece no Workplace Learning Report, do LinkedIn, que aponta o aprendizado contínuo como uma das habilidades mais valorizadas pelas empresas, superando conhecimentos técnicos específicos em diversas áreas.

Na prática, organizações começam a buscar ambientes menos centralizadores, com mais autonomia e clareza de prioridades. “Existe uma diferença enorme entre estar ocupado e gerar valor. O profissional multitarefa extremo muitas vezes apenas reage o dia inteiro. O novo cenário exige pessoas que consigam analisar, priorizar e construir soluções mais inteligentes”, completa Weiler.

Segundo Alexandre Weiler, algumas mudanças já aparecem de forma clara nas empresas:

•          Valorização de pensamento analítico e visão estratégica

•          Maior preocupação com saúde mental e fadiga cognitiva

•          Redução do microgerenciamento

•          Busca por ambientes com mais autonomia

•          Foco crescente em aprendizado contínuo e adaptabilidade

•          Revisão da cultura de hiperdisponibilidade

•          Uso da inteligência artificial para automatizar tarefas operacionais e liberar capacidade criativa das equipes.

Fonte: Assessoria

Compartilhe: