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Foto: Agência O Globo

CAGED

Paraná lidera geração de empregos na construção no Sul do Brasil

A área de construção no Paraná segue com empregabilidade em alta pelo quarto ano seguido. De acordo com dados do Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, em 2023 o Paraná teve saldo de 8.568 novas vagas ocupadas. O saldo é calculado pela diferença entre admissões e demissões, o que mostra que houve mais contratações do que dispensas no setor no ano passado.

Com o resultado, o estado também aparece na primeira colocação entre as unidades federativas do Sul do país na criação de empregos, segundo o Caged. Santa Catarina, em 2023, teve saldo de 6.002 contratações, enquanto no Rio Grande do Sul a situação é o inverso: foram 1.602 demissões a mais do que admissões.

No acumulado dos quatro últimos anos (entre 2020 e 2023), o Paraná também está à frente dos demais estados da região: foram 36.793 novos postos criados a mais, enquanto em Santa Catarina o saldo chegou a 30.254 e o Rio Grande do Sul fechou o acumulado com 9.775 contratações a mais do que as dispensas de trabalhadores. Neste início de 2024, as empresas paranaenses que trabalham com construção continuam com o cenário aquecido. Janeiro e fevereiro também fecharam com número maior de admissões. Na soma dos dois primeiros meses do ano, o número chegou a 6.012 postos de trabalho criados.

RAZÕES PARA O BOM MOMENTO

 Segundo o engenheiro civil Maurício Wildner da Cunha, da Construtora Andrade Ribeiro, os números positivos que o Paraná apresenta na construção civil podem ser atribuídos a vários fatores. “Entre eles estão o aumento dos investimentos em infraestrutura, programas habitacionais como Minha Casa Minha Vida, e o crescimento econômico da região, que impulsiona a demanda por novos empreendimentos residenciais e comerciais”, afirma. O especialista cita as cidades de Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel e Ponta Grossa como polos do desenvolvimento da construção civil no estado, devido ao desenvolvimento urbano e demanda por novos projetos imobiliários e de infraestrutura.

Para quem pensa em aproveitar o crescimento da área e ingressar em alguma empresa, o engenheiro aponta que algumas áreas de trabalho possuem demanda, mas há dificuldade de encontrar profissionais, devido a exigência de qualificação. Entre elas estão vagas para eletricistas especializados, soldadores e operadores de máquinas pesadas. “Os candidatos podem aproveitar esse bom momento para entrar no setor por meio de programas de capacitação e formação profissional”, explica.

As próprias empresas, com foco no bom desempenho de seus funcionários e eficácia no andamento das obras, incluem os trabalhadores em cursos de capacitação. No caso da Construtora Andrade Ribeiro, por exemplo, segundo o engenheiro, são feitos cursos e treinamentos para os funcionários logo que entram na empresa. Esses cursos podem incluir temas como segurança no trabalho, técnicas de construção, uso de novas tecnologias e procedimentos internos da empresa.

Para o decorrer de 2024, Cunha acredita que o setor pode manter os números positivos. “É possível que possamos manter um bom desempenho na construção civil, especialmente com a queda na Taxa Selic e a inflação mais baixa, que podem estimular ainda mais os investimentos e o financiamento de projetos imobiliários. No entanto, é importante considerar outros fatores econômicos e políticos que podem influenciar o cenário”, avalia.

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