Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Compartilhe:
Números mostram a evolução do emprego no Paraná Foto: Cláudio Neves/Portos do Paraná

MERCADO

Paraná registra menor taxa de desocupação da história para um 1º trimestre em 2026

Índice de 3,5% registrado nos três primeiros meses de 2026 é o melhor da série histórica da Pnad Contínua do IBGE, iniciada em 2012, e ficou bem abaixo da média nacional, que foi de 6,1% no período

O Paraná alcançou no 1º trimestre de 2026 a menor taxa de desocupação da sua história para os três primeiros meses do ano desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. Os dados mais recentes foram divulgados nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com o Estado aparecendo com um índice de 3,5%, o que reforça o Paraná como um dos líderes nacionais na geração de empregos.

O resultado do 1º trimestre de 2026 representa uma queda de 0,5 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025, quando a taxa havia sido de 4%, até então a melhor marca histórica para o período de janeiro a março de um ano no Paraná.

Os dados mostram ainda uma trajetória consistente de redução do desemprego ao longo dos últimos anos. Com exceção do avanço registrado entre o 1º trimestre de 2020 e 2021, em razão dos impactos econômicos provocados pela pandemia de Covid-19, todos os anos entre 2018 e 2026 apresentaram redução na taxa de desocupação, sendo esta a quinta queda anual consecutiva no índice.

A série histórica da Pnad Contínua mostra ainda que o Paraná saiu de uma taxa de 10,4% no 1º trimestre de 2017 para os atuais 3,5%, uma redução de 6,9 pontos percentuais em menos de uma década. Em termos proporcionais, o contingente de desocupados no Estado caiu para praticamente um terço do registrado no período mais crítico da série.

Na prática, o índice coloca o Estado em uma faixa considerada por economistas como compatível com o pleno emprego. Neste conceito – utilizado até mesmo pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) –, o pleno emprego não significa desemprego zero, mas taxas residuais ligadas à transição entre vagas e movimentações naturais do mercado de trabalho.

O desempenho coloca o Paraná com a 4ª menor taxa de desocupação do Brasil no 1º trimestre de 2026.

A taxa de desocupação do Paraná também ficou muito abaixo da média nacional, que foi de 6,1% no 1º trimestre de 2026. O resultado reforça o cenário de maior dinamismo do mercado de trabalho paranaense em relação ao restante do País.

Renda recorde

Os trabalhadores paranaenses também alcançaram no 1º trimestre de 2026 o maior rendimento médio da série histórica da Pnad Contínua para o período. O rendimento mensal habitual chegou a R$ 4.055, superando em R$ 303 o valor registrado no mesmo trimestre de 2025, quando a média era de R$ 3.752.

Na comparação anual, o crescimento da renda foi superior a 8%, acima da inflação oficial acumulada no período, medida pelo IPCA, que ficou em cerca de 4,1%. Isso significa que os trabalhadores paranaenses tiveram ganho real de remuneração, com aumento efetivo do poder de compra.

O avanço registrado no Paraná também foi superior ao desempenho nacional. Em todo o Brasil, o rendimento médio mensal dos trabalhadores ficou em R$ 3.610 no 1º trimestre de 2026, com aumento de apenas R$ 178 em relação ao mesmo período do ano anterior.

Série histórica

A trajetória da taxa de desocupação do Paraná no 1º trimestre de cada ano desde o início da série histórica da PNAD Contínua mostra a evolução do mercado de trabalho no Estado:

2012: 5,6%; 2013: 4,9%; 2014: 4,2%; 2015: 5,4%; 2016: 8,1%; 2017: 10,4%; 2018: 9,7%; 2019: 9%; 2020: 8%; 2021: 9,4%; 2022: 6,8%; 2023: 5,4%; 2024: 4,8%; 2025: 4%; 2026: 3,5%.

Fonte: Assessoria

Compartilhe: