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CITRICULTURA

Paranavaí começa erradicação de árvores contaminadas pelo greening em áreas rurais

REINALDO SILVA

reinaldo@diariodonoroeste.com.br

José Correia de Fátima mora na Vila Rural São João há mais de 20 anos. Cultiva plantas frutíferas, ornamentais e medicinais, pés de mandioca e hortaliças. Na manhã desta segunda-feira (23), abriu os portões de casa para a equipe da Prefeitura de Paranavaí, que começou a erradicar árvores cítricas contaminadas pelo greening.

Também conhecido como huanglongbing ou HLB, o greening ataca todos os tipos de citros e não há cura para as plantas doentes. As árvores novas afetadas não chegam a produzir e as adultas em produção sofrem com a queda prematura de frutos e definham ao longo do tempo.

No primeiro semestre deste ano, o avanço da doença em propriedades comerciais chamou a atenção e motivou a criação de uma força-tarefa envolvendo agentes públicos e representantes do setor privado.

Em junho, produtores e técnicos se reuniram para buscar soluções conjuntas e, desde então, trabalham no sentido de conter a doença não só em Paranavaí, como em outras cidades da Região Noroeste.

A partir de uma parceria com a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), órgão ligado ao Governo do Estado, a Secretaria de Agricultura de Paranavaí fez o mapeamento das propriedades rurais com plantas cítricas contaminadas pelo greening e notificou os moradores, alertando para a necessidade de cortá-las.

A ação na Vila Rural São João é a primeira. “Se está dando problema, é melhor tirar”, constata “seo” José Correia de Fátima, ao acompanhar a erradicação dos pés de poncã, mexerica e laranja no quintal de casa.

Segundo o prefeito Carlos Henrique Rossato Gomes (Delegado KIQ), nem todos os proprietários aceitam o corte das árvores logo no primeiro contato, mas a possibilidade de uma ação judicial se mostra eficiente nesse sentido e acabam concordando. Tudo é feito de acordo com as legislações federal, estadual e municipal.

O secretário municipal de Agricultura, Tarcísio Barbosa, estima que o corte das árvores leve até cinco dias em cada vila rural, inclusive nos distritos. Depois dessa etapa, os trabalhos se concentrarão na área urbana de Paranavaí.

Proprietários e moradores que queiram se antecipar podem fazer o corte das árvores e entrar em contato com a Ouvidoria Municipal, pelo telefone 156, e solicitar a retirada das plantas erradicadas.

Economia – Diante da importância da citricultura para a economia de Paranavaí, as ações serão contínuas, garante o secretário de Agricultura. A cadeia produtiva responde por 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do município e gera mais de 4.000 empregos diretos.

Tarcísio Barbosa destaca que a falta de respostas rápidas contra o greening comprometeu o cenário em outros polos citrícolas, caso de São Paulo, que teve quase 40% dos pomares comprometidos pela doença.

Apesar da ameaça crescente e dos prejuízos batendo à porta do setor, somente em outubro o governo paulista anunciou a criação de um comitê de crise, quatro meses após a medida ser tomada em Paranavaí, com apoio da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e de prefeituras da Região Noroeste. A participação de todos é fundamental, sentencia Delegado KIQ.

A ação coordenada atraiu olhares de investidores, afirma o prefeito. Há produtores paulistas interessados em comprar terrenos para cultivar plantas cítricas em Paranavaí. Todo o setor produtivo sairia fortalecido, com ganhos também para os cofres públicos municipais a partir da geração emprego e renda, com incremento na arrecadação de impostos.

Denúncia – O secretário de Agricultura informa que além das árvores cítricas fora das propriedades comerciais, há outra preocupação, o cultivo de murtas. São plantas ornamentais que atraem o inseto transmissor do greening e foram proibidas em Paranavaí em 2007, ano de grande mobilização na cidade com o mesmo objetivo de combater a doença.

Quem souber de propriedades com citros contaminados ou murtas deve denunciar na Ouvidoria Municipal, sem a necessidade de se identificar. A orientação vale também para casos de viveiros que comercializam murtas.

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