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Objetivo é tratar da formalização para a cidadania Foto: Daniel Caron/DPE-PR

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Paranavaí recebe mutirão de reconhecimento voluntário de paternidade com exames de DNA gratuitos

Campanha “Meu Pai Tem Nome”, promovida pela Defensoria Pública do Paraná, será realizada na sexta-feira (15) para incentivar a paternidade responsável e garantir direitos às famílias

Cibele Chacon

Da Redação

A Defensoria Pública do Estado do Paraná (DPE-PR) realiza nesta sexta-feira (15), na sede de Paranavaí, o Mutirão “Meu Pai Tem Nome”, uma iniciativa que oferece atendimento gratuito para o reconhecimento voluntário da paternidade, com a realização de exames de DNA no local. A ação é destinada a crianças, adolescentes e famílias que buscam formalizar o vínculo paterno, seja biológico ou socioafetivo, garantindo direitos fundamentais.

De acordo com o defensor público Gabriel Schimitt Roque, esta será a segunda edição do mutirão em Paranavaí. “A maior razão de ser da ação é o incentivo à paternidade responsável, especialmente diante do número elevado de crianças e adolescentes sem o registro paterno na certidão de nascimento na cidade e região. Atualmente, de cada 20 nascimentos, um não conta com registro paterno”, explicou.

Objetivo é tratar da formalização para a cidadania
Foto: Freepik

O mutirão conta com 14 agendamentos para o atendimento na sexta-feira, incluindo pedidos para coleta do exame de DNA, que será realizado por laboratório presente na sede da Defensoria. Além das pessoas previamente inscritas, a organização espera também a procura espontânea durante o evento.

Além do reconhecimento voluntário, o projeto contempla casos especiais, como o reconhecimento post mortem, quando a paternidade é declarada após o falecimento do genitor. “Neste ano, a novidade do mutirão será a possibilidade de realização de exame de DNA nesses casos, entre a criança e parentes vivos do genitor falecido”, explicou o defensor. Outra situação contemplada é o vínculo socioafetivo, quando não há relação biológica, mas há reconhecimento público da paternidade, comum em casos de “padrastos” que assumem a criação das crianças.

Para Roque, o impacto social do mutirão é significativo. “O reconhecimento da paternidade é porta de entrada para o exercício de diversos direitos nas áreas de saúde, educação, convivência familiar, direito à pensão alimentícia e herança, além do fortalecimento da paternidade responsável.”

O principal desafio apontado pelo defensor está na dificuldade de acesso da população que mais necessita desses serviços. “Nosso público-alvo são pessoas vulnerabilizadas, com pouca informação e dificuldades, muitas vezes, de transporte para chegar até a Defensoria, especialmente quando se trata de famílias com crianças pequenas”, ressaltou.

O mutirão “Meu Pai Tem Nome” reforça o compromisso da Defensoria Pública em ampliar o acesso à justiça e garantir direitos fundamentais, fortalecendo vínculos familiares e promovendo a cidadania em Paranavaí e na região.

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