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EM 2022

Pedidos de seguro-desemprego em Paranavaí resultaram no pagamento de quase R$ 13 milhões

REINALDO SILVA

reinaldo@diariodonoroeste.com.br

O seguro-desemprego é um benefício temporário em dinheiro para auxiliar o trabalhador desligado da empresa sem justa causa a se manter financeiramente pelo prazo de 3 a 5 meses e buscar nova colocação.

Em 2022, a Agência do Trabalhador de Paranavaí registrou aproximadamente 2.000 requerentes. Os pedidos deferidos resultaram no pagamento de R$ 12.989.596, dinheiro injetado na economia, destaca a gerente da Agência do Trabalhador, Elen Della Pria Kumatsu.

A maioria dos solicitantes é de Paranavaí, mas também estão na lista trabalhadores de outros municípios de região onde não há posto de atendimento.

Garantido pelo artigo 7º dos Direitos Sociais da Constituição Federal, o benefício faz parte da seguridade social. Trabalhadores formais têm prazo de 7 a 120 dias corridos, contados a partir da demissão, para fazer o requerimento. No caso de empregados domésticos, o período é de 7 a 90 dias.

A primeira parcela é liberada 30 dias depois da solicitação e as demais são pagas em intervalos de 30 dias.

O trabalhador tem três caminhos para da entrada no seguro-desemprego. É possível acessar o site da Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania e fazer o agendamento em um posto de atendimento. Outra opção é baixar o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, disponível para smartphones e tablets. Quem preferir pode ir pessoalmente à Agência do Trabalhador.

Atendimentos – De janeiro a novembro de 2022, a Agência do Trabalhador de Paranavaí registrou 22.404 atendimentos, incluídos aqui não apenas os pedidos de seguro-desemprego, como também entrevistas e indicações de candidatos para empresas em processo de contratação – foram 4.708 encaminhamentos.

Apesar do número expressivo, as colocações pela Agência do Trabalhador ficaram aquém do esperado, somando menos de 450. Elen Della Pria Kumatsu estima que o total seja maior, considerando que nem todas as empresas confirmam as admissões dos trabalhadores, portanto ficam fora das estatísticas.

A gerente da Agência do Trabalhador avalia: “Encaminhamos muitas pessoas, mas grande parte não aparece [na empresa indicada] para a entrevista ou não se mantém no emprego por muito tempo”.

E não há que se reclamar da falta de vagas. Considerando o mesmo recorte de janeiro a novembro do ano passado, a Agência do Trabalhador cadastrou 2.418 oportunidades de emprego, inclusive com campanhas de incentivo e mutirões para pessoas desempregadas. O dia 3 de novembro, por exemplo, foi exclusivo para profissionais da construção civil, mas somente 9 candidatos compareceram. “Falta participação e empenho”, lamentou Elen Della Pria Kumatsu.

Caged – Existe uma distância entre os dados da Agência do Trabalhador e os divulgados pelo Governo Federal através do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que traz informações mais otimistas. De janeiro a novembro de 2022, Paranavaí gerou 1.414 empregos com carteira assinada.

Só em novembro foram 119 admissões a mais que demissões. O comércio foi o destaque do mês, com 95 novas colocações no mercado de trabalho. O setor de serviços teve saldo positivo de 38, seguido das atividades agropecuárias, com 10. Dois setores demitiram mais do que contrataram. A indústria teve saldo de -14 e a construção civil, -10.

A avaliação de Elen Della Pria Kumatsu revela a tendência de crescimento de Paranavaí. Os seguidos resultados positivos durante 2022 e a expectativa de instalação de novas empresas na cidade apontam para a criação de mais postos de trabalho, com geração de renda e injeção de recursos na economia local.

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