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Números foram divulgados nesta quarta-feira FOTO: Valter Campanato/Agência Brasil

CONAB/DIEESE

Pesquisa aponta queda nos preços da cesta básica em dez capitais brasileiras

Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pela Conab e Dieese, aponta aumento de preço em outras 17 capitais do país

O preço pago pelo conjunto dos alimentos básicos diminuiu em 10 capitais brasileiras e aumentou em outras 17 cidades. Os dados estão na Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Segundo a análise divulgada nesta quarta-feira (8), entre maio e junho de 2026, os aumentos mais importantes ocorreram em Boa Vista (3,28%), Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%). Já entre as quedas, das 10 capitais em que foram verificadas, 7 delas ficam na região Nordeste.

São Paulo foi a capital onde a cesta básica apresentou o maior custo (R$ 965,47), seguida por Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 630,40), São Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$ 686,07).

Dentre os alimentos analisados, o preço do café em pó caiu em 25 cidades pesquisadas, com variações entre -4,82%, em Goiânia e -0,39%, em Campo Grande. As altas ocorreram em Macapá (5,37%) e Natal (0,05%). As cotações praticadas na comercialização de açúcar também ficaram mais baixas em 25 capitais, com destaque para Rio de Janeiro (-7,16%), Porto Alegre (-4,93%) e João Pessoa (-4,27%). O avanço da colheita tanto do café quanto da cana elevou a oferta dos produtos, influenciando na redução dos preços no varejo.

A pesquisa também identificou queda no preço do óleo de soja em 24 cidades analisadas.  A maior oferta do produto e a demanda por biocombustível abaixo do que se esperava reduziram o preço do óleo de soja no varejo. No caso do tomate, a queda de preços foi registrada em 14 capitais, enquanto houve aumento em 13 cidades. Se por um lado, a maturação mais lenta do fruto devido ao frio reduziu a oferta, por outro, a menor demanda pelo produto explica o comportamento de preços diverso registrado entre as capitais do país.

Já os preços praticados para o quilo da batata registraram alta em seis das cidades pesquisadas. Nas outras cinco capitais em que o alimento integra a cesta básica houve queda nos valores praticados no mercado. O comportamento de preços do tubérculo no mercado foi influenciado pela colheita. De acordo com o documento, à medida que a colheita avançava, abastecendo o mercado ao longo do mês, os preços do tubérculo foram diminuindo em algumas capitais.

O arroz também não apresentou comportamento uniforme nas cotações no varejo quando comparado com os valores de maio. A maior oferta, com o fim da colheita, explicou a queda do preço do grão. Em contrapartida, as exportações cresceram, estimuladas pelo câmbio e maior demanda externa. Com isso, o preço médio do grão subiu em 14 cidades, com destaque para as variações em Macapá (5,08%) e Rio Branco (5,01%), e diminuiu em outras 10. As principais quedas foram as de Belo Horizonte (-3,51%), Palmas (-3,40%) e Salvador (-3,08%). Em Porto Alegre, João Pessoa e Teresina os valores praticados no mercado permaneceram estáveis na comparação entre maio e junho.

No caso do leite integral e da carne bovina houve aumento dos preços na maioria das capitais analisadas. No caso da bebida, a alta foi registrada em 16 capitais. Em outras 10 cidades houve queda nos preços e estabilidade em São Paulo. Para a carne bovina de primeira, a elevação foi verificada em 19 cidades, contra queda em 8 capitais. O comportamento diferenciado pode ser explicado pelos altos volumes de carne exportados e pela pouca oferta do produto, mas, internamente, o consumo enfraquecido puxou o preço do varejo para baixo em algumas cidades.

Já o preço médio do quilo do feijão aumentou em todas as capitais do Brasil, entre maio e junho de 2026. A alta variou entre 2,10% em Belo Horizonte e 18,92% em Manaus. A valorização do produto tem sido sustentada pela redução da área cultivada e pelas adversidades climáticas que afetaram a primeira e a segunda safras.

Parceria Conab e Dieese – Desde 2024, a Conab e o Dieese mantêm parceria para acompanhamento dos preços da cesta básica de alimentos, a fim de contribuir com a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e com a Política Nacional de Abastecimento Alimentar. Por meio da parceria, a coleta de preços de alimentos básicos foi ampliada de 17 para 27 capitais brasileiras, com resultados que passaram a ser divulgados em agosto de 2025.

Informações detalhadas sobre os valores dos produtos que compõem a cesta básica nas 27 capitais estão disponíveis na Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preços da Cesta Básica de Alimentos, divulgada no site da Conab e no portal do Dieese.

Fonte: Assessoria

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