REINALDO SILVA
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As pastagens ocupam 51% das áreas produtivas no Noroeste do Paraná. Esse índice garante à pecuária a maior extensão de terra entre as atividades rurais, à frente, por exemplo, da cana-de-açúcar (21%) e de outras culturas agrícolas (14%).
Os números são do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR) e mostram a relevância da pecuária para o cenário econômico.
No entanto há um longo caminho a ser percorrido quando o assunto é a profissionalização da bovinocultura. Segundo o IDR-PR, apenas 10% das pastagens têm potencial produtivo elevado. A maioria das propriedades (58%) apresenta médio vigor. Os 32% restantes são considerados de baixo vigor.
Zootecnista e coordenador de projetos do IDR-PR na região de Paranavaí, Vinícius Guimarães avalia que a pecuária de corte é uma cadeia muito complexa, com muitos desafios – climáticos, de mercado e produtivos.
Na tarde desta sexta-feira (31 de maio), ele ministrou palestra na 52ª ExpoParanavaí e falou sobre planejamento estratégico como ferramenta para alcançar eficiência de forma sustentável.
“O produtor necessita evoluir no seu processo produtivo, fazer o planejamento da sua propriedade para conseguir superar os desafios. As margens estão cada vez mais apertadas e eles precisam ser muito eficientes no sistema produtivo para continuar ganhando dinheiro e seguir na atividade.”
O coordenador de projetos do IDR-PR fala na sistematização das atividades, com planilhas de controle que permitam identificar as características da propriedade e da produção. “O pecuarista tem que buscar tecnologias e associar ao desempenho financeiro. Não adianta ter um bom rendimento zootécnico se não apresentar bom rendimento econômico.”
O tal do boi na bolsa

Foto: Ivan Fuquini
Na tarde de sexta-feira (31 de maio), o influenciador digital João Sebba visitou a 52ª ExpoParanavaí e conversou com produtores rurais. A palestra “O tal do boi na Bolsa” mostrou como a Bolsa de Valores pode ser uma ferramenta para que o pecuarista consiga, de forma estratégica, fazer negócios antecipadamente.
“Em vez de ficar esperando o preço do dia, ele toma a decisão mais rápido e sai da volatilidade de preços. Hoje a arroba é R$ 220, amanhã é R$ 200, depois de amanhã é R$ 240. É uma loucura danada. Na bolsa você trava o preço e sai dessa movimentação do mercado.”
O principal objetivo, disse João Sebba, “é a segurança para o cara fazer uma comercialização interessante”. Acrescentou: “Vim utilizar o meu principal jargão, que é ‘abra a capa do zóio’, e mostrar como funciona o boi na bolsa de valores e o mercado futuro, para a turma ficar ligeira e sair dos ‘fumos’ do mercado”.
Após dedicar grande parte da sua vida ao mercado físico do agro, João Sebba conheceu a Bolsa de Valores, e especulou nesse mercado por três anos com operações em índice Bovespa e dólar.








