A Polícia Civil de Paranavaí informou nesta quinta-feira (26) que está procurando as três pessoas suspeitas de envolvimento no caso de agressão que terminou em morte registrado recentemente no município. A vítima, um homem de 42 anos, teria sido agredida no dia 14 deste mês, e morreu quatro dias depois.
De acordo com informações do delegado-chefe da 8ª Subdivisão Policial (SDP), Marcelo Trevizan, os suspeitos são três jovens, de 22, 27 e 28 anos, considerados foragidos até o momento.
Segundo o delegado, os três seriam as pessoas que aparecem agredindo a vítima em um vídeo que circulou na internet. “Os autores teriam agido desta forma porque presumiram que a vítima seria autora de um furto de uma máquina de lavar roupas, delito praticado contra um dos agressores”, detalhou, destacando que não há qualquer indício de que a vítima teria praticado tal furto.
Esclarecimentos
O caso ganhou repercussão nas redes sociais no dia 19, quando uma série de publicações on-line divulgou detalhes da situação. Desde então, a população passou a cobrar respostas da polícia, que já investigava o caso na data.
Nesta quinta-feira, Trevizan esclareceu a sequência dos fatos e ressaltou que a polícia trabalha para solucionar o caso desde o momento em que foi informada do ocorrido. Conforme relato do delegado, após as agressões, a vítima voltou para casa bastante machucada, mas nem ela e nem os familiares acionaram a Polícia Civil.
O caso só chegou ao conhecimento da corporação três dias após as agressões. “No dia 16, a vítima foi internada, tudo sem que a Polícia Civil tivesse sido informada. Somente no dia 17, a Polícia Civil foi notificada do ilícito, quando um familiar registrou a ocorrência na delegacia. Uma equipe se deslocou até o hospital para propiciar sua oitiva, mas isso não foi possível, em razão de ela estar desacordada, na UTI”, pontuou.
Durante esse período, segundo Trevizan, um dos suspeitos ainda teria procurado o homem agredido e oferecido R$ 300 para que ele não registrasse a ocorrência. Na mesma data, a vítima ainda teria sido ameaçada.
O delegado-chefe explicou que, apesar da pressão popular, o fato de nenhuma força policial ter flagrado a situação e o boletim de ocorrência ter sido registrado dias depois não autorizava a prisão de nenhum dos autores. “No Brasil, sem flagrante, a mera ciência de um fato criminoso ou até mesmo produção de prova contundente a respeito dele não autoriza a prisão de uma pessoa por parte de nenhuma força policial, independentemente da gravidade do fato, do clamor popular ou da própria vontade dos policiais envolvidos na investigação.”
A polícia solucionou o caso no dia 20, “transformando em provas aquilo que se obteve a partir de diversas diligências”, explicou o delegado. Com os suspeitos identificados, a corporação representou pela prisão preventiva do trio, pedido que teve decisão favorável do Ministério Público e do Poder Judiciário nesta quarta-feira (25).
“Reforça-se que apenas a partir de então é que as forças policiais estavam autorizadas a efetuar a prisão das pessoas que são apontadas como autoras do crime, muito embora elas já estivessem sendo procuradas desde que fugiram”, acrescentou Trevizan.
De acordo com o delegado-chefe da 8ª SDP, a partir de agora, “esforços mais contundentes” serão empregados para localizar os suspeitos do crime. A polícia também pede que a população auxilie com informações que possam levar ao paradeiro dos jovens.
Trevizan ainda reiterou que a Polícia Civil de Paranavaí trabalha com prioridade no caso desde que foi informada, dada a gravidade da situação.



