A fila é grande. A espera por atendimento pode levar mais de uma hora. Desde segunda-feira (13), centenas de contribuintes procuraram a Prefeitura de Paranavaí a fim de sanar dúvidas sobre o pagamento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU). O prazo para pagamento à vista com 10% de desconto termina nesta quarta-feira (15).
O secretário municipal de Fazenda, Rafael Cargnin, citou algumas situações comuns entre as pessoas que buscaram ajuda presencialmente. “A grande maioria não recebeu o carnê, ou recebeu de um imóvel e não recebeu de outro e tem dificuldade de tirar pela internet.”
Quem se deparou com esses problemas pode acessar o site da prefeitura (paranavai.atende.net) e gerar o boleto. É simples, basta clicar no banner que aparece sobre a página inicial, clicar na opção “Não sou um robô” e digitar o número do CPF no formulário. O próprio sistema gerará a guia de pagamento.
De acordo com Cargnin, também há proprietários questionando o reajuste do IPTU acima da inflação, assim justificado: “Temos muitos casos em que o imóvel teve aumento de área construída”.
Essa elevação citada pelo secretário não tem qualquer relação com o projeto de lei complementar em análise na Câmara de Vereadores. A proposição do Poder Executivo está sendo amplamente discutida – e criticada –, mas ainda não passou pelo processo de votação. Caso seja aprovada, entrará em vigor somente a partir de 2027.
Arrecadação
O secretário de Fazenda disse que até quarta-feira a prefeitura deverá receber pelo menos 50% dos valores pagos à vista. O restante é esperado para a segunda etapa, com vencimento em 15 de maio.

Foto: Ivan Fuquini
“Temos também o parcelamento, que é, na maioria dos casos, [opção dos] pequenos contribuintes, que preferem não ter o desconto e pagam a prazo”, informou Cargnin.
É possível dividir o valor total em até oito vezes, sem redução, respeitando o mínimo de R$ 50 por parcela. O primeiro pagamento também precisa ser feito até quarta-feira.
O valor bruto do IPTU lançado pela prefeitura para 2026 é de R$ 68.285.083,03. Normalmente, entram para os cofres municipais aproximadamente 60% desse total, em razão dos requerimentos de substituição pelo Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) e dos pedidos de isenção.
Em 2023, a Secretaria de Fazenda contabilizou R$ 28,4 milhões com o pagamento do IPTU; em 2024, R$ 31,9 milhões; e em 2025, R$ 35,5 milhões.
O Imposto Predial Territorial Urbano configura a principal fonte de receita própria. Por força legal, 25% da arrecadação deve ser aplicada na saúde e 15% na educação. Os outros 60% são distribuídos entre as demais secretarias, com aplicação baseada na Lei Orçamentária Anual.



