As chuvas que marcaram os últimos dias de 2025 dão trégua neste primeiro fim de semana de 2026. A chegada de uma massa de ar mais seco ao Paraná nesta sexta-feira (2) diminuiu as condições de instabilidade e fez o tempo firme voltar a predominar em todo o estado.
A previsão do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) mostra que, no Noroeste, o destaque será novamente o calor. Neste sábado (3) e domingo (4), as máximas voltam a superar os 30°C em várias cidades da região.
“Ainda continua quente, ainda continua abafado em alguns momentos, mas não há previsão de mais temporais ao longo do período”, afirma o meteorologista Reinaldo Kneib.
Paranavaí deve começar o sábado com mínima de 22°C e ver o tempo esquentar ao longo do dia. Com o sol aparecendo entre poucas nuvens, a máxima no município deve chegar aos 31°C. Em Loanda, as condições serão semelhantes. A cidade também não deve registrar chuva e as temperaturas permanecem elevadas, variando entre 22°C e 31°C.
No domingo, o tempo estável se consolida e o sol volta a aparecer com mais intensidade no interior do estado, de acordo com o Simepar. Sem previsão de chuva, Paranavaí e Loanda terão mais um dia de calor intenso. Nas duas cidades, as temperaturas devem variar entre 21°C e 31°C.
Janeiro terá muita chuva e calor dentro da média, afirma Simepar
Tradicionalmente, janeiro é um mês muito chuvoso e muito quente no Paraná. De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), em 2026 o primeiro mês terá volumes de chuva e temperaturas dentro da média histórica, com as clássicas tempestades de verão nos períodos de maior aquecimento.
Em janeiro há o predomínio de intensas massas de ar quente e úmido. Como a atmosfera fica com grande quantidade de umidade, tempestades se formam com frequência. “Chuvas mais significativas, mais volumosas, ocorrem entre a tarde e à noite. As tempestades de verão não duram por muito tempo, mas como elas têm uma grande capacidade de gerar chuva, muitas vezes levam a inundações, alagamentos e às vezes até enxurradas”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.
“No interior do estado também temos essa condição quando aquece bastante. A atmosfera transforma essa energia em nuvens de tempestades, nuvens cumulonimbus, que levam a esses eventos mais severos. E além da chuva, sempre há a condição para algum granizo, rajadas de vento mais fortes e incidência de raios”, lembra Kneib.
Segundo o meteorologista, em janeiro de 2026 não é esperado nenhum período de estiagem. As temperaturas seguirão os altos valores de média e, devido a umidade elevada, o cálculo de sensação térmica com frequência resultará em valores acima dos registrados nos termômetros, causando o desconforto do abafamento.




