Garantir dignidade menstrual é tanto questão de direitos humanos quanto de saúde pública.
Um projeto lançado nesta segunda-feira (25) em Paranavaí reúne diferentes entidades e instituições para promover esse debate dentro do ambiente escolar, levando letramento menstrual para as salas de aula.

Foto: Ivan Fuquini
A iniciativa resulta do encontro de ideias e práticas da juíza Maria de Lourdes Araújo e da professora Valeriê Cardoso Machado, que integra o corpo docente do Instituto Federal do Paraná (IFPR) de Paranavaí.
Juntas, estruturaram um plano de ação para atender às escolas estaduais da região Noroeste e difundir as informações entre os alunos dos oitavos anos.
A primeira etapa consiste na capacitação de professores e servidores ligados à saúde, a fim de fazerem abordagens eficientes diante dos adolescentes. Na sequência, vem a distribuição de materiais gráficos informativos. Por último, oficinas com os estudantes.
Durante o pronunciamento na cerimônia de lançamento do projeto “Dignidade menstrual na escola”, Maria de Lourdes externou o desejo de que as atividades sejam contínuas. A preocupação da juíza é que a falta de condições adequadas para pessoas que menstruam afete a frequência nas aulas e, assim, comprometa o aprendizado e a formação cidadã.

Foto: Ivan Fuquini
A professora Valeriê contou que não faz muito tempo desde que entendeu a necessidade de promover dignidade menstrual para estudantes. O que começou como uma campanha de solidariedade dentro do IFPR de Paranavaí se tornou uma política institucional que chegou a todos os campi do estado.

Foto: Ivan Fuquini
Pró-reitores do IFPR, os professores José Barbosa Dias Júnior (Planejamento) e Ivani Ferreira (Extensão) e a diretora interina do campus de Paranavaí, Vanessa Guimarães Alves Olher, destacaram a escola como espaço de acolhimento, inclusão e disseminação do conhecimento – todas características que formam o projeto sobre dignidade menstrual.
A chefe do Núcleo Regional de Educação de Paranavaí, Adélia Paixão, reforçou que muitas crianças deixam de ir para a escola por falta de acesso a itens de higiene pessoal durante o período menstrual. “É uma questão que poder ter avanços.”

Foto: Ivan Fuquini
O diretor acadêmico da Unifatecie, Daniel de Lima, lembrou que o projeto de extensão universitária lançado nesta segunda-feira aproxima a instituição de ensino superior da comunidade, o que é tão importante quanto o ensino e a pesquisa.



