Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Compartilhe:
*Deborah Dubner é psicóloga e escritora. Autora de sete livros relacionados a autoconsciência, evolução pessoal e Psicologia, com uma boa dose de poesia. Palestrante TEDx e especialista em Neurociência, Psicologia Positiva e Mindfulness

A LUA É AQUI

Quão longe precisamos ir, como humanidade, para assimilar o essencial?

A missão Artemis II representou coragem, ousadia e excelência. Mas, para além disso, me interessaram as sutilezas, o invisível que move. Não precisamos ir tão longe para ver. É só olhar para dentro. 

Uma cratera lunar foi nomeada em homenagem à falecida esposa do comandante Reid Wiseman. Fez-se silêncio, enquanto os astronautas enxugavam as lágrimas. Uma experiência significativa de conexão humana.  

A espaçonave Orion foi batizada de Integrity pela tripulação. Aqui faço uma pausa. Pela lente da Psicologia Positiva, a integridade é uma força de caráter humana, associada à virtude da coragem. A integridade sustenta quem somos, alinhando o que pensamos, sentimos e fazemos. Para vivê-la é preciso atravessar desconfortos. Integridade diz respeito à confiança, honestidade e humildade. Algo que, acredito, está em falta no mundo atual.  

E então, o mais importante: as palavras dos astronautas. Se eu resumisse, seriam três: amor, gratidão e conexão. Palavras que não são apenas temas poéticos, e sim estados emocionais validados e mensuráveis pela Neurociência, com efeitos consistentes no cérebro, no corpo e nas relações. 

A gratidão reorganiza a atenção e fortalece o bem-estar, o amor regula o corpo e cria conexão segura. Ambos reduzem o estresse e aumentam a saúde emocional. Juntos, eles relembram ao organismo que viver, mais do que se defender… é se conectar. 

Christina Koch testemunhou: “Sempre escolheremos a Terra. Sempre escolheremos uns aos outros.” Nesta frase que viralizou, o amor aparece como uma escolha coletiva, no sentido relacional e apreciativo ao nosso planeta Terra.   

O piloto Victor Glover, antes de perder a conexão com a terra, fez questão de lembrar: “Enquanto nos preparamos para sair da comunicação por rádio, ainda vamos sentir o amor de vocês vindo da Terra. E para todos vocês aí na Terra e ao redor dela, nós amamos vocês, da Lua. Nos vemos do outro lado.” E quando finalmente aterrissou na casa-terra, finalizou: “A gratidão de ver o que vimos, fazer o que fizemos e estar com quem eu estava, é grande demais para caber em um corpo só.” 

O piloto Jeremy Hansen resumiu sua vivência em três emoções positivas estudadas profundamente pela Ciência das Emoções: “Eu tenho três palavras para descrever essa experiência: gratidão… alegria… e amor. Gratidão pela minha família, pela NASA e por todas as equipes que tornaram isso possível. Alegria por tudo o que vivemos e compartilhamos juntos. E a última… é o amor.”  

Os quatro tripulantes foram ao espaço e voltaram falando daquilo que só existe na Terra: o valor da experiência humana.  

Viajaram milhares de quilômetros até a lua para viver o amor, a gratidão e o pertencimento. 

Não é curioso? 

Talvez o essencial seja simplesmente isso: a lua é aqui!  

Fonte: *Deborah Dubner

Compartilhe: