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ECONOMIA

Queda no preço da arroba bovina é movimento atípico, avalia médico veterinário da Seab

REINALDO SILVA

reinaldo@diariodonoroeste.com.br

Nos últimos dois meses, o preço da carne bovina teve redução média de 15% no açougue de Rafael Oscar Feuser, em Paranavaí. Os clientes perceberam a mudança e passaram a consumir mais.

Se as refeições do dia a dia e o churrasquinho do fim de semana estão mais baratos é porque os valores no campo caíram. A arroba do boi custava R$ 280 em janeiro deste ano e chegou a ser comercializada por R$ 230 no fim de maio – variação de 17,85%.

Conforme cotação do núcleo regional da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) em Paranavaí, o preço atual é R$ 240.

A diferença é ainda mais marcante no caso da arroba da vaca, que começou o ano cotada em R$ 260 e agora atingiu R$ 205 – diminuição de 21,15%.

O médico veterinário da Seab-PR Thiago de Marchi avalia que esse não é um movimento comum. O inverno configura o período de entressafra para a pecuária bovina, pois as baixas temperaturas afetam as pastagens e os produtores precisam alimentar os rebanhos exclusivamente com rações. Sem a opção de manter os animais no pasto, os custos aumentam.

Ocorre que a oferta de carne bovina no mercado interno cresceu após a paralisação das exportações para a China. Em 22 de fevereiro deste ano, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) notificou a Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) sobre um caso de mal da vaca louca identificado no Paraná.

A suspensão das exportações de forma voluntária está prevista no protocolo estabelecido entre os dois países.

Sem as vendas para o gigante asiático, a produção pecuária ficou represada no território nacional, e quanto maior é a oferta, menor é o preço. “Ficamos com muitos animais disponíveis”, sintetiza Marchi.

A reabertura do mercado aconteceu no dia 23 de março, quando a China anunciou que voltaria a importar carne bovina brasileira desossada com menos de 30 meses de idade.

O médico veterinário da Seab-PR afirma que o momento agora é de recuperação, mas é difícil saber se os preços chegarão aos patamares anteriores.

O comerciante Rafael Oscar Feuser, citado no início da matéria, confirma a tendência de elevação dos preços. Ontem os principais cortes de carne bovina sofreram correção de R$ 1 para cima. Ele concorda que ainda é cedo para dizer como o mercado se comportará, mas acredita em novos reajustes.

 

Pecuária responde pela maior parcela do Valor Bruto de Produção no Paraná

 

REINALDO SILVA

reinaldo@diariodonoroeste.com.br

Um levantamento da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) mostrou que a pecuária responde pela maior parcela do Valor Bruto de Produção (VBP) no Paraná.

VBP é o índice de frequência anual, calculado com base na produção municipal e nos preços recebidos pelos produtores paranaenses. Engloba produtos da agricultura, da pecuária, da silvicultura, do extrativismo vegetal, da olericultura, da fruticultura, de plantas aromáticas, medicinais e ornamentais, da pesca, entre outras atividades.

Os dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Seab mostram que o faturamento da produção agropecuária foi de R$ 191,2 bilhões em 2022, cifra superior à registrada no ano anterior em termos nominais. Em valores reais, o resultado ficou abaixo do obtido em 2021.

Em relatório preliminar, o Deral destaca que o setor pecuário somou R$ 96,7 bilhões, ou seja, participação de 51% no VBP.

O texto confirma: “Após retração na oferta no ano anterior, em 2022 houve aumento na disponibilidade de animais, resultando em crescimento de 11% no abate de bovinos. Com o valor da arroba se mantendo estável, o VBP dos bovinos de corte aumentou 4% em termos reais, alcançando R$ 7,4 bilhões”.

Em relação à produção de leite, o Deral informa que foram 4,4 bilhões de litros no Paraná, mesmo patamar anterior.

O relatório explica que a dificuldade de captação e os custos de produção pressionaram o mercado de forma que o valor recebido pelo produtor aumentou 25% no período. Assim, o VBP registrou crescimento de 13% em termos reais, com R$ 11,4 bilhões.

Apesar dos números positivos, o médico veterinário da Seab Thiago de Marchi garante que há muito espaço para crescer. “O Paraná é um pequeno produtor de gado de corte.” A justificativa é que o Estado foca na qualidade e não na quantidade de produção.

Em relação à pecuária leiteira, o Paraná é o segundo maior do Brasil, atrás apenas de Minas Gerais.

Paraná tem espaço para ampliar a produção de bovinos de corte
Foto: Thamela Quirino

 

Atualização de rebanhos supera 95% em Paranavaí e municípios da região

REINALDO SILVA

reinaldo@diariodonoroeste.com.br

Terminou ontem (30 de junho) a Campanha de Atualização do Rebanho do Paraná 2023. A ação anual tem como objetivo mapear todos os animais de produção, independentemente da espécie, e garantir controle sanitário em solo paraense.

Na tarde de ontem, 95% dos produtores de Paranavaí e municípios da região tinham cumprido a exigência. Diante do resultado parcial, a expectativa era ampliar o índice até o fim do dia e chegar perto de 100%.

O médico veterinário da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) Sergio Massao Toyoda informa que os produtores que perderam o prazo serão notificados a partir de segunda-feira (3) e terão 24 horas para fazer a atualização. Caso contrário estarão sujeitos à cobrança de multa.

A penalidade financeira é calculada em Unidade Padrão Fiscal (UPF), em torno de R$ 130 no Paraná: são 10 UPFs por propriedade irregular.

Outra punição é o impedimento de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), necessária para movimentar os animais entre propriedades e para o abate nos frigoríficos.

O médico veterinário da Adapar explica que, mesmo após o fim do prazo, os produtores que não fizeram a atualização dos rebanhos devem ir a uma unidade da Adapar ou aos pontos de atendimento nas prefeituras para resolver a situação. Outra possibilidade é acessar o site da Adapar (adapar.pr.gov.br) e enviar os documentos necessários de forma digital.

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