O Ministério Público do Paraná obteve uma decisão liminar que impõe à Copel adotar medidas para melhorar o fornecimento de energia elétrica em Paraíso do Norte, no noroeste do estado. A determinação foi concedida em ação civil pública ajuizada pela Promotoria de Justiça do município.
Segundo a promotora de Justiça Bruna Britto Martins, a ação foi proposta depois de um inquérito civil instaurado em 2025 para apurar quedas e oscilações frequentes de energia na cidade.
Durante a investigação, o Ministério Público ouviu órgãos públicos, consumidores e representantes da concessionária. Também foi realizada uma audiência pública, na qual moradores relataram prejuízos materiais, impactos em serviços essenciais e transtornos à rotina e às atividades econômicas do município.
Pela decisão, a Copel terá 180 dias para apresentar um plano detalhado de manutenção, modernização e aprimoramento da rede elétrica na cidade, com cronograma de execução.
No mérito da ação, o Ministério Público pede a regularização definitiva do serviço, indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 2 milhões e o pagamento mínimo de R$ 2 mil para cada consumidor afetado.
Em nota enviada ao Diário do Noroeste, a Copel informou que trabalha para responder aos pedidos feitos pelo Ministério Público relacionados a Paraíso do Norte. A companhia afirmou que a manifestação será apresentada dentro do prazo legal e nos autos do processo judicial.
A empresa também informou que o município tem previstos para este ano investimentos de R$ 4,9 milhões em novas ligações, ampliação de rede e instalação de equipamentos, com o objetivo de entregar energia estável e de qualidade à cidade e à região.
Segundo a Copel, esse aporte faz parte de um conjunto de intervenções de modernização da rede elétrica nos municípios paranaenses atendidos pela companhia.



