(44) 3421-4050 / (44) 99177-4050

Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Compartilhe:

AUTUAÇÕES E MULTAS

Regional de Saúde cobra mais rigor no cumprimento das leis de combate à dengue

REINALDO SILVA

reinaldo@diariodonoroeste.com.br

Os municípios do Noroeste do Paraná precisam atuar em duas frentes de combate à dengue. A primeira é a conscientização dos moradores sobre limpeza de quintais e terrenos baldios e o descarte de lixo. A outra é a aplicação de autuações e multas para os que não cumprirem as determinações. Essa é a cobrança do chefe da Divisão de Vigilância em Saúde da 14ª Regional de Saúde, Walter Sordi Junior.

Ele disse estar preocupado com a rápida elevação do número de notificações de casos suspeitos de dengue ao longo das últimas semanas e argumentou que as condições do tempo, com chuvas frequentes e temperaturas mais altas, podem contribuir para a proliferação do Aedes aegypti, transmissor do vírus que causa a doença. Há risco iminente de surto e até mesmo de epidemia em diferentes municípios da região.

Cabe aos agentes de combate a endemias (ACEs) avaliar a situação dos imóveis e tomar as medidas legais cabíveis. Em Paranavaí, por exemplo, quando são encontrados focos ou possíveis criadouros do Aedes aegypti, o primeiro passo é fazer uma advertência ao morador – ou ao proprietário, no caso de terrenos baldios.

Se os depósitos não forem eliminados dentro dos prazos estipulados pela equipe técnica, a etapa seguinte é autuar e, então, lavrar a multa. O chefe municipal da Vigilância em Saúde, Natan Gonçalves Tobias, informou que em 2022 foram feitas 20 autuações.

A Lei Municipal 3.023/2007, alterada pela 4.458/2015, prevê a cobrança de R$ 400 e o valor dobra a cada reincidência. As multas são lançadas pela Secretaria de Fazenda e as não pagas geram inscrição em dívida ativa.

Quando os ACEs têm dificuldades para verificar um imóvel devido à resistência do morador, a Vigilância em Saúde solicita apoio da Guarda Municipal. Outra possibilidade é fazer a notificação do proprietário imediatamente, sem a necessidade da advertência.

Descarte de lixo – Os cuidados com os quintais são necessários, mas não configuram o único problema. O chefe regional da Divisão de Vigilância em Saúde chamou a atenção para o descarte irregular de lixo em terrenos baldios e fundos de vale. Sugeriu que nas propriedades do poder público sejam instaladas câmeras de monitoramento, assim seria mais fácil identificar os transgressores.

Uma possibilidade apontada por Sordi Junior é definir pontos de observação e manter a vigilância em tempo real. Ele reconheceu que os investimentos para a aquisição dos equipamentos podem ser altos e que a dinâmica tende a ser difícil, entretanto lembrou que a dengue é uma questão de saúde pública e precisa ser tratada com a devida seriedade.

Mutirão de limpeza – O Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (Lira) divulgado esta semana pela Prefeitura de Paranavaí mostrou que a cidade tem alto risco de proliferação do mosquito transmissor da dengue e, portanto, de epidemia. Em média, a cada 100 imóveis visitados 4,5 tinham criadouros. O ideal é que esse número fique abaixo de 1.

Para tentar reduzir as chances de disseminação do vírus, a Vigilância em Saúde promoverá, neste sábado (21), um mutirão de limpeza na região do Jardim Simone. A ação terá início às 8h, e a orientação de Natan Gonçalves Tobias é que os moradores coloquem em sacos plásticos todos os objetos que possam acumular água e deixem na frente da residência para que sejam recolhidos.

Compartilhe: