Por Anderson Alarcon
O encerramento de um ano sempre nos oferece um convite raro: parar, olhar para trás e refletir. Em meio à correria cotidiana, poucas vezes nos permitimos esse exercício de consciência. 2025 chega ao fim carregando aprendizados importantes — alguns duros, outros inspiradores —, mas todos necessários para que possamos avançar com mais maturidade, equilíbrio e propósito.
No cenário mundial, vivemos um período de instabilidade prolongada. Conflitos armados persistiram, a economia global oscilou e as transformações tecnológicas avançaram em velocidade impressionante. A inteligência artificial, a automação e a digitalização passaram a impactar diretamente o trabalho, as relações humanas e a forma como enxergamos o futuro. O mundo ficou mais rápido — e, paradoxalmente, as pessoas mais cansadas. Talvez a grande lição global de 2025 tenha sido a urgência de desacelerar para pensar melhor.
No Brasil, o ano foi marcado por desafios institucionais, econômicos e sociais. A democracia seguiu sendo testada, a polarização ainda fez barulho, mas também se percebeu um certo cansaço coletivo dos extremos. Aos poucos, cresce a compreensão de que o país não precisa de salvadores, mas de responsabilidade, diálogo e compromisso com soluções reais. O Brasil avança quando substitui o grito pela conversa e o improviso pelo planejamento.
É no plano local, porém, que a transformação se torna mais concreta. Em nossa cidade, tivemos em 2025 um exemplo claro de que gestão pública séria, técnica e comprometida faz diferença. Contamos com um gestor dedicado, preparado e visionário, que vem conduzindo um projeto inovador de cidade, olhando não apenas para o presente, mas para o futuro. Os avanços já são visíveis, e os resultados tendem a ser ainda melhores na medida em que a população se engaja, participa e acredita. Cidade boa não se constrói sozinha: nasce da união entre liderança competente e cidadãos comprometidos, sempre reconhecendo o grande trabalho dos gestores anteriores.
Por trás de números, obras e decisões, estão as pessoas. Famílias que enfrentaram dificuldades, trabalhadores que se reinventaram, jovens cheios de sonhos e idosos carregando sabedoria. 2025 foi, para muitos, um ano de provações emocionais, de atenção redobrada à saúde mental e de redescoberta do valor do tempo, da fé e das relações verdadeiras. Aprendemos, talvez, que sucesso sem sentido não sustenta ninguém por muito tempo.
É também tempo de gratidão. Gratidão aos leitores que nos acompanham semanalmente, às pessoas que fazem o bem de forma silenciosa, aos servidores públicos que se dedicam diariamente, aos empreendedores que insistem em acreditar, aos pais e mães que educam com esforço e amor. Gratidão à nossa cidade, que segue viva, pulsante e cheia de potencial.
Mas gratidão, por si só, não basta. Ela precisa caminhar ao lado do compromisso. 2026 se aproxima exigindo mais planejamento e menos improviso, mais diálogo e menos radicalismo, mais responsabilidade individual e coletiva. Planejar o futuro — seja no poder público, seja nas empresas ou seja dentro de casa — não é luxo: é dever.
Que o novo ano nos encontre mais conscientes do nosso papel. Que cada cidadão faça melhor a sua parte, que cada gestor público honre a confiança recebida e que cada instituição atue com seriedade. O futuro não se improvisa; ele se constrói diariamente, com escolhas corretas e atitudes firmes.
Que 2026 seja um ano de esperança madura — não ingênua, mas possível. Um ano de trabalho, união e fé. E que, ao final dele, possamos novamente parar, olhar para trás e dizer: aprendemos, evoluímos e fizemos melhor. Tim-Tim!



