A chegada do verão traz alerta à população sobre uma série de cuidados importantes e pouco falados que merecem atenção nesta época especialmente quente do ano. Além das já conhecidas recomendações sobre uso de protetor solar, hidratação e proteção contra a insolação, existem riscos silenciosos que também exigem cuidados.
Entre os temas que merecem destaque está a proteção de idosos durante o calor extremo, já que esse público tem menor percepção de sede e reduzida capacidade de regular a temperatura corporal. Isso aumenta o risco de hipertermia, tonturas, quedas, confusão mental e agravamento de doenças cardiovasculares.
“Os idosos merecem um cuidado especial no calor intenso. Eles costumam sentir menos sede e têm mais dificuldade para regular a temperatura do corpo, o que aumenta o risco de tonturas, quedas, confusão mental e até agravamento de doenças cardiovasculares. Nossa orientação às famílias é simples: oferecer água com frequência, manter ambientes arejados e observar qualquer alteração no comportamento”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
Outro alerta importante é o aumento de casos de pterígio e irritações oculares, decorrentes de maior exposição ao sol, poeira e vento. Essas condições podem evoluir de forma progressiva e incômoda, chegando a exigir intervenção cirúrgica.
Durante as férias, também crescem os acidentes domésticos, principalmente entre crianças, em razão da rotina alterada e da maior permanência em casa. Há aumento de queimaduras, quedas e ingestão acidental de objetos ou substâncias. As piscinas infláveis e improvisadas, comuns na estação, também representam risco de afogamento, mesmo com pouca profundidade.
As temperaturas elevadas tornam mais frequentes as doenças transmitidas por alimentos, muitas vezes confundidas com “viroses”. O calor acelera a deterioração dos produtos, aumentando o risco de intoxicações, especialmente quando há consumo de alimentos mal refrigerados ou adquiridos no comércio de rua.
Outro ponto pouco discutido são os riscos ampliados de doenças dermatológicas, como micoses e brotoejas, favorecidas pela umidade, suor e frequentação de ambientes compartilhados, como clubes e vestiários. A recomendação é evitar ficar longos períodos com roupas molhadas e observar qualquer sinal inicial de irritação ou lesões.
“Quando falamos de verão, a maioria das pessoas lembra do protetor solar e da importância de beber água. Isso é fundamental, mas não é tudo. Existem riscos silenciosos, que muitas vezes passam despercebidos – especialmente para idosos e crianças –, e que podem levar a quadros graves se não houver atenção redobrada”, destaca o secretário.




