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Foto: Thamela Quirino

PARANAVAÍ

Secretário detalha plano de expansão do Aeroporto Municipal Edu Chaves

REINALDO SILVA

reinaldo@diariodonoroeste.com.br

Em um raio de 100 quilômetros, o Aeroporto Municipal Edu Chaves, em Paranavaí, é o único operável para voos comerciais, com exceção do Aeroporto Regional de Maringá Silvio Name Júnior. Essa extensão alcança áreas paranaenses, paulistas e sul-mato-grossenses e abre possibilidades para o desenvolvimento econômico da cidade.

A primeira etapa do plano de expansão já foi concluída, com a readequação da pista de pouso e decolagem. O segundo passo consistirá em instalar equipamentos de segurança, balizamento e iluminação e adquirir instrumentos para o ambiente interno, por exemplo, leitor de Raios X.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Carlos Emanuel Rodrigues, e o diretor do Aeroporto Edu Chaves, Thuri Muniz, conversaram com o Diário do Noroeste e deram detalhes do plano de expansão.

Explicaram que para receber aeronaves com até 70 passageiros não pode haver construções próximas ao local de descida e subida dos aviões. É como se uma rampa em formato cônico se formasse a partir da cabeceira da pista. A demarcação é imaginária – e não física como divulgamos na edição de 15 a 17 de julho, na matéria “Aeroporto Edu Chaves deve incorporar área onde está associação de moradores”.

Na ocasião apresentamos a preocupação do presidente da Associação de Moradores do Jardim São Jorge, Edson Dias, com a mudança de endereço da sede, necessária para a ampliação do aeroporto.

A exigência é da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da Secretaria Nacional de Aviação Civil. A altura das construções permitidas cresce gradativamente à medida que se afastam da pista. “Não é uma regra que a prefeitura criou. Vale para todos os municípios”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo.

Trata-se de uma medida de prevenção de acidentes, complementou o diretor do aeroporto, ressaltando que, da mesma forma que nas cabeceiras da pista de pouso e decolagem, as normas da aviação civil definem áreas de escape também nas laterais. As dimensões dependem da categoria.

A atual classificação do Edu Chaves não impede que a associação de moradores permaneça no espaço onde está, mas para subir de nível é necessário reincorporar ao aeroporto aquela área concedida à entidade comunitária.

Tomadas todas as medidas de segurança e feitos os investimentos necessários, será possível buscar empresas de aviação para se instalarem em Paranavaí. Demanda de passageiros existe, garantiu Rodrigues.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, um estudo de 2016 mostrou que durante um ano 23.800 pessoas de Paranavaí se deslocaram até Maringá para embarque em avião. Aproximadamente 90% seguiram a São Paulo para conexão ou desembarque. Dois anos depois, em 2018, novo levantamento ampliou para 26.800 passageiros de Paranavaí.

Considerando os números mais recentes, a média passaria de 70 pessoas por dia, só de Paranavaí. Somam-se os passageiros de outras cidades da região.

Em 2019, com o uso do Edu Chaves para viajar entre Paranavaí e Curitiba, foram registrados 477 embarques dentro de um programa de estímulo à aviação lançado pelo Governo do Estado. Os voos precisaram ser suspensos no ano seguinte em razão da pandemia de Covid-19.

Naquele período as aeronaves pequenas tinham capacidade para nove passageiros por vez.

Os investimentos atuais na estrutura do Edu Chaves chamaram a atenção do Governo Federal, colocando Paranavaí na lista de prioridades para a aplicação de novos recursos. O aeroporto municipal passaria a ser administrado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), órgão público vinculado ao Ministério de Portos e Aeroportos.

De acordo com o secretário municipal, a verba chegaria a R$ 90 milhões ao longo dos próximos anos.

Associação de moradores – Em entrevista ao DN, o presidente da Associação de Moradores do Jardim São Jorge lembrou que a sede da associação está no mesmo local há mais de 30 anos. O espaço é utilizado para eventos da comunidade e competições esportivas.

Perder o imóvel seria também perder todo o trabalho dos moradores para reunir dinheiro e fazer os investimentos em melhorias, como a troca do telhado e a construção de um poço artesiano.

A prefeitura garante que seria possível transferir a sede para o terreno ao lado, onde funcionava a Associação dos Vereadores e Servidores da Câmara de Paranavaí, que também pertence ao município.

O secretário de Desenvolvimento Econômico afirmou categoricamente que há R$ 300 mil disponíveis para a reforma do local oferecido aos moradores do São Jorge e o município também está buscando recursos federais para ampliar esse valor, com apoio do deputado federal Tião Medeiros.

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