Com a cidade crescendo, Paranavaí tenta avançar na sincronização dos semáforos para melhorar o fluxo de veículos nas vias mais importantes do municipio. Entretando, o trabalha ainda esbarra em uma rede considerada “arcaica”. Hoje, o município tem 42 cruzamentos com semáforos e prevê a implantação de outros 17. Ao mesmo tempo que instala novos equipamentos, a administração busca ampliar a chamada “onda verde” nos locais de maior movimento da cidade.
Segundo o secretário municipal de Segurança e Trânsito, Ademir Giandotti Júnior, a sincronização já foi implantada na Avenida Heitor de Alencar Furtado, na Rua Manoel Ribas e recentemente na Avenida Paraná.

Na Heitor, principal via da cidade, a sincronização acontece do trecho que vai da entrada da cidade, na região da Havan, até a Praça Portugal. Nesse corredor, a onda verde envolve quatro pontos semafóricos. Com semáforos mais novos, a Manoel Ribas já foi integrada ao sistema.
A última frente de sincronização foi programada na Avenida Paraná. De acordo com o secretário, o trecho entre a rotatória da Praça Portugal e o Terminal Urbano Rodoviário está totalmente sincronizado. Na prática, a onda verde permite que o motorista, ao seguir na velocidade da via, encontre uma sequência de sinais abertos e evite paradas a cada cruzamento, igual acontece na Avenida Rio Grande do Norte.
No entanto, nem todos os trechos conseguem receber a onda verde da mesma forma. Na Rua Pernambuco, que também conta com um bom fluxo de veículos, implementar um sistema de sincronização enfrenta dificuldades específicas, como a presença de uma escola na via. Nesses casos, a prioridade passa a ser a segurança dos pedestres, com previsão de uma faixa elevada e, futuramente, a instalação de semáforos específicos com interação para os pedrestes.

O secretário pontua como principal obstáculo enfrentado na cidade a própria estrutura da rede semafórica. De acordo com Giandotti, Paranavaí ainda trabalha com equipamentos antigos, analógicos e de marcas diferentes, o que dificulta a padronização e a manutenção do sistema. Para tentar amenizar esse problema, a Prefeitura começou a trocar os porta-focos convencionais por modelos em LED, melhorando a visibilidade dos motoristas. Só na Avenida Heitor de Alencar Furtado, a estimativa é substituir cerca de 80 porta-focos.
Atualmente, quando há falha em algum equipamento, a identificação do problema ainda depende, muitas vezes, de avisos feitos pela população, ligações à ouvidoria ou da própria observação dos agentes durante as rondas. A proposta da Prefeitura é avançar para uma central semafórica digital, que permita monitorar os sinais a distância, identificar lâmpadas queimadas e ajustar os tempos de abertura e fechamento com mais rapidez.

Enquanto moderniza parte da estrutura, o município também busca ampliar o número de semáforos nos cruzamentos. Entre os novos pontos já citados pela secretaria estão a esquina da Rua Marechal Cândido Rondon, na Praça da Xícara, a Avenida Tancredo Neves com a Rua Rio Grande do Sul, a Rua Luiz Spigolon, em frente ao Colégio Agrícola de Paranavaí, e o primeiro semáforo no distrito do Sumaré.



