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Atividades incluem trabalhos produzidos por alunos em disciplinas do núcleo base Foto: IFPR

EM PARANAVAÍ

Seminário do IFPR integra conteúdos acadêmicos a discussões sobre violência contra mulher

A mensagem precisa reverberar em toda a sociedade: as mulheres correm riscos constantes, são assediadas, violentadas e assassinadas. De acordo com o Ministério da Justiça, no primeiro trimestre deste ano, foram 399 vítimas de feminicídio, o equivalente a uma morte a cada cinco horas.

Vencer o problema passa pela conscientização, e essa é a proposta do Instituto Federal do Paraná (IFPR), Campus Paranavaí, que promove, na próxima semana, a oitava edição do Seminário de Integração das Pesquisas do Núcleo Base (Sipen). O tema é “Educação, respeito e protagonismo juvenil: construindo uma cultura de enfrentamento à violência contra a mulher”.

A programação começa na segunda-feira (6), com abertura oficial às 8h e oficinas até 12h10. Na terça-feira (7), haverá evento cultural às 7h40 e mesa redonda a partir das 8h para debater o tema “Construindo relações de respeito: juventude e enfrentamento à violência contra a mulher”. Ainda na terça-feira às 10h30 será aberta a visitação de pôsteres no ginásio de esportes, e às 14h será a mostra de trabalhos.

As atividades seguirão na quarta-feira (8) com a palestra “Violência contra a mulher também é papo de homem”, ministrada por Luciano Dias (delegado da Mulher), Keila Pinna Valensuela (coordenadora do Núcleo Maria da Penha), Maria Gabriela Amaro Jacovozzi (advogada) e Soleide da Silva Matiazo (assistente social e presidenta do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher).

O professor Josimar Priori, um dos vice-coordenadores do Sipen, afirmou que o formato de ensino do IFPR busca incorporar aspectos práticos e teóricos, promovendo a integração com política, cidadania e vivência social.

Nesse sentido, o seminário é um evento acadêmico que apresenta resultados de pesquisas com temas de relevância para a comunidade. E como a edição deste ano trata sobre a violência contra as mulheres, os trabalhos desenvolvidos com os alunos apontarão diferentes tipos de agressões sofridas por elas – simbólicas, psicológicas, financeiras e físicas.

“Esperamos que o evento contribua para uma cultura de respeito à mulher e a todos os grupos socialmente discriminados, oprimidos e violentados. Que os alunos se insiram na sociedade com consciência”, afirmou Josimar Pirori.

Ele acrescentou que a busca por mudanças não está direcionada apenas aos estudantes, mas também ao corpo docente e ao quadro de profissionais do setor administrativo, para que possam aprimorar as práticas internas e eliminar qualquer possibilidade de haver práticas discriminatórias e violentas dentro da instituição no dia a dia.

Fonte: REINALDO SILVA - Da Redação

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