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Acreditar que mulheres não podem ocupar postos de trabalho formal é resultado de longo período de exclusão Foto: Arquivo DN

UNESPAR

Seminário sobre Gênero, em Paranavaí, debate educação, diversidades e práticas profissionais

Evento será realizado na quinta e na sexta-feira no campus da Universidade Estadual do Paraná, aberto à participação de toda a comunidade da região Noroeste

A assessora especial do Ministério das Mulheres Flávia Regina Marques Castelhano estará em Paranavaí para proferir a palestra inicial do 6º Seminário sobre Gênero, organizado pela Universidade Estadual do Paraná (Unespar). O evento terá dois dias de programação aberta a toda a comunidade.

As atividades, no Centro de Conferências Professora Luzia Bana, no campus universitário, começarão na quinta-feira (25), com credenciamento das 14h às 19h, formação da mesa de abertura às 19h30, apresentação cultural às 20h e início da palestra “Educação, diversidades e práticas profissionais: diálogos interseccionais e (im)pactos sociais” às 20h30. A noite de trabalhos termina com debate.

A grade de sexta-feira (26) terá minicursos das 8h às 12h, com intervalo para lanche às 9h30, e sessões de comunicações orais das 13h30 às 17h30. “Sendo um evento científico, teremos oito sessões de comunicações com apresentação de pesquisas e relatos de experiências desenvolvidas no âmbito dos estudos de gênero”, informa a coordenadora do seminário, professora Isabela Candeloro Campoi.

Segundo ela, a proposta desta edição foi elaborada em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher e a Diretoria de Políticas para Mulheres, levando em conta, também, a importância de promover a capacitação de servidores e servidoras de Paranavaí e da região.

Sobre o tema em debate, Isabela Campoi destaca que as desigualdades de gênero se estabeleceram dentro de um longo processo histórico e cultural. O desafio, diz ela, é problematizar situações que são percebidas com naturalidade, mas que prejudicam as mulheres. “Acreditar que as mulheres não servem para ocupar postos de comando, por exemplo, é uma herança de que o espaço público não é adequado para elas, apenas os afazeres domésticos. Vivemos outros tempos.”

Isabela Candeloro Campoi: “É preciso quebrar os estereótipos de gênero em prol da equidade”. Foto: Arquivo pessoal

A professora questiona a ideia de que existam áreas de atuação profissional apontadas como masculinas e outras como femininas. Independentemente das diferenças biológicas, que muitas vezes motivam classificações preconceituosas e discriminatórias, “é preciso quebrar os estereótipos de gênero em prol da equidade”, defende, afinal, “a violência contra as mulheres passa, de certa forma, por essas concepções”.

Como coordenadora do evento, ela avalia que se trata de uma oportunidade para que a comunidade acompanhe discussões de ponta que têm ganhado cada vez mais espaço dentro do ambiente acadêmico. “A sexta edição do Seminário sobre Gênero pretende ser um canal de promoção de debate e de aprendizagem e aperfeiçoamento.”

Apostas on-line

Um exemplo bastante atual citado por Isabela Campoi é a discussão sobre o vício nos jogos de azar on-line, que interfere diretamente na vida das mulheres. Para explicar essa afirmação, ela recorre à estimativa de 13 milhões de homens afetados em todo o Brasil, e “os problemas causados pelas dívidas recaem na família como um todo”. Assim, analisa a professora, muitas mulheres têm sido responsáveis por assumir os prejuízos, administrando as finanças no espaço doméstico.

Fonte: REINALDO SILVA - Da Redação

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