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Tema chama a tenção para o mercado financeiro

NEGÓCIOS

Três estratégias para empresas reduzirem riscos na gestão de ativos corporativos

A recente liquidação do Banco Master e o avanço das investigações envolvendo instituições do mercado financeiro reacenderam o alerta sobre a importância da gestão de riscos e da transparência no Brasil. Episódios como esse expõem fragilidades sistêmicas, evidenciando que a má gestão de ativos e a insuficiência de controles continuam sendo fatores que ampliam a vulnerabilidade das empresas e dos investidores. Diante desse ambiente, torna-se essencial fortalecer práticas de governança, aprimorar processos de monitoramento e adotar estratégias que reduzam riscos operacionais, reputacionais e financeiros.

De acordo com Danilo Vidal, Accounting & Tax Director da TMF Group Brasil, organizações que buscam uma estratégia segura para estruturar veículos de investimento e captar recursos devem priorizar três pilares: aquisição e estruturação adequadas de ativos; relatórios precisos e tempestivos para contas e sócios limitados (LPs); e serviços recorrentes e ad hoc que garantam compliance e previsibilidade.

“O foco deve estar sempre em minimizar riscos e otimizar a governança e os controles, sem perder de vista outros pontos críticos de atenção”, afirma Vidal.

Além disso, a revisão dos créditos tributários até dezembro de 2026, decorrente da reforma tributária, traz uma camada adicional de cuidado. Embora a tendência seja preservar créditos existentes pelas regras de transição, as empresas precisam reforçar a documentação, a validação e o planejamento estratégico para assegurar que a utilização dos créditos ocorra de forma adequada. Uma avaliação criteriosa evita litígios, atrasos na compensação e possíveis impactos no fluxo de caixa — aspectos essenciais para manter a previsibilidade financeira no período de transição.

Com base em sua experiência global em serviços fiduciários, contábeis e regulatórios, presente em mais de 87 jurisdições, a TMF Group reuniu orientações essenciais para que empresas e investidores adotem uma postura mais segura e resiliente no cenário atual.

Diversificação de ativos e fortalecimento do planejamento de liquidez

Concentrar investimentos em uma única classe de ativos, contraparte ou setor amplia significativamente a exposição ao risco. A diversificação — em termos de portfólio, instituições financeiras, prazos e instrumentos — é um dos meios mais eficazes de fortalecer a resiliência financeira da empresa.

Garantir que a parte relevante do portfólio possa ser rapidamente convertida em caixa reduz a dependência de operações emergenciais e dá flexibilidade para enfrentar episódios de estresse de mercado. Paralelamente, manter uma comunicação clara, consistente e tempestiva com investidores e stakeholders reforça a confiança e contribui para mitigar impactos em momentos de maior volatilidade.

Governança robusta e transparência como pilares de segurança

Para Vidal, processos decisórios bem documentados, com rastreabilidade, segregação de funções e responsabilização, são fundamentais para garantir compliance e reduzir riscos. A ausência desses elementos aumenta a exposição regulatória, reputacional e operacional.

“É fundamental diferenciar claramente gestão, controle e auditoria. Externamente, não se deve concentrar em uma mesma instituição a responsabilidade por investir, supervisionar e auditar ativos. Internamente, uma divisão clara de funções reduz conflitos de interesse e limita possíveis decisões equivocadas que podem comprometer a empresa”, explica o diretor.

A TMF Group reforça que uma estrutura eficaz de governança deve incluir políticas atualizadas, relatórios periódicos e ferramentas digitais que assegurem trilhas de auditoria e monitoramento contínuo — aspectos cada vez mais valorizados por investidores, especialmente estrangeiros.

Monitoramento contínuo de riscos e cenários

Mesmo ativos e instituições considerados confiáveis estão sujeitos a riscos inerentes. Dessa forma, empresas devem implementar sistemas permanentes de monitoramento, contemplando indicadores de liquidez, volatilidade, exposição, crédito e conformidade. Esses mecanismos permitem identificar sinais de alerta e agir de forma preventiva.

Outro ponto essencial é a realização de simulações periódicas de cenários adversos, como restrições de liquidez, mudanças regulatórias, falhas de contrapartes ou flutuações abruptas de mercado. Essas análises favorecem o planejamento e permitem ajustes preventivos na estratégia de investimento, garantindo maior segurança para o portfólio.

Conclusão: governança, previsibilidade e lições do mercado

Mais do que analisar apenas a rentabilidade, empresas e investidores devem avaliar a saúde financeira, o histórico regulatório e as práticas de governança dos bancos e parceiros com os quais operam. Eventos como o caso Banco Master destacam a necessidade de observar continuamente a integridade do sistema e reforçar mecanismos internos de controle.

Como destaca Danilo Vidal, “a liquidação do Banco Master e as implicações da investigação chamaram a atenção global para a maturidade do mercado brasileiro. Por um lado, demonstram a existência de mecanismos sólidos de supervisão, como o Conselho Nacional de Políticas de Recuperação de Ativos (CONARA). Por outro, sinalizam aos investidores de longo prazo a importância de adotar ainda mais cautela e rigor”.

Nesse contexto, parceiros especializados como a TMF Group desempenham papel estratégico ao apoiar empresas na implementação de estruturas robustas de governança, conformidade regulatória, gestão de riscos e serviços administrativos essenciais para a segurança dos investimentos.

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