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Números mostram bom desenvolvimento do comércio Foto: Ivan Fuquini

ECONOMIA

Vendas do comércio do Paraná atingem patamar mais alto em 26 anos

De acordo com a PMC de fevereiro, o Paraná foi líder nacional no crescimento do volume de vendas do comércio varejista

O índice de volume de vendas no comércio varejista, principal métrica da PMC, saltou de 53,08481 no primeiro mês do início do século para 111,10557 em fevereiro de 2026. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE.

A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) que apontou o Paraná na liderança do crescimento do setor em fevereiro de 2026 também traz outro dado relevante sobre a atividade: o Estado alcançou o maior patamar de circulação de vendas da história da série do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em janeiro de 2000.

O índice de volume de vendas no comércio varejista, principal métrica da PMC, saltou de 53,08481 no primeiro mês do início do século para 111,10557 em fevereiro de 2026. Essa também é a segunda vez que o Paraná alcança métrica superior a 110. O recorde anterior tinha sido alcançado em julho de 2021 (110,11676), com a retomada das atividades e da normalidade com o avanço da vacinação contra a Covid-19, iniciada em janeiro daquele ano. 

O resultado de fevereiro também é o 36º consecutivo com índice acima de 100 – em março de 2023, era de 101,14926. A primeira vez que o Estado atingiu esse patamar foi em julho de 2013, com 100,02105. A pesquisa analisa o comportamento do comércio varejista do País com indicadores da receita e volume de vendas de empresas com 20 ou mais pessoas ocupadas.

“Esse índice é um termômetro econômico analisado pelo IBGE e outras instituições na composição das suas projeções. Ele reflete diretamente o nível de consumo das famílias e também tem um impacto na construção do Produto Interno Bruto (PIB), uma vez que o comércio varejista é uma das principais vertentes analisadas pelos economistas para mensurar expansão das atividades”, afirma Jorge Callado, diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

“Outro aliado nessa conjuntura pode estar associado com a redução de impostos, principalmente do IPVA. Em 2026 as famílias paranaenses ficaram com mais dinheiro na mão para realizar suas compras. Reflexo disso foi o aumento nas vendas da Páscoa. Foi um começo de ano diferente na economia”, complementa Callado.

Para o presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Paulo Mourão, o resultado reforça a consistência do desempenho econômico estadual.

O presidente da ACP também atribui o desempenho à articulação entre o poder público e o setor produtivo, e projeta continuidade do cenário positivo para o restante de 2026. “A parceria entre o Governo do Estado e as entidades produtivas tem favorecido a geração desses resultados. A manutenção desse diálogo aberto e alinhado tende a sustentar esse ambiente positivo ao longo do ano”, acrescenta Mourão.

Crescimento mais recente

De acordo com a PMC de fevereiro, o Paraná foi líder nacional no crescimento do volume de vendas do comércio varejista. O Estado registrou alta de 2,9% em relação a janeiro, desempenho quase cinco vezes superior à média nacional, que ficou em 0,6%.

No acumulado do ano, o setor varejista paranaense mantém ritmo positivo, com crescimento de 3,3%, o dobro da média nacional (1,5%), e no acumulado dos últimos doze meses o resultado chega a 2,8%, à frente da média nacional de 1,4%. Esse resultado é do quadro que não engloba os setores de veículos e construção civil.

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