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Protocolos do Ministério da Saúde exigem que os pacientes façam agendamento de forma presencial Foto: Arquivo DN

ATENDIMENTO PRESENCIAL

Vereador sugere agendamento remoto de consultas em Paranavaí; Saúde descarta possibilidade

Secretária Andreia Vilar explicou que a prioridade é definida de acordo com o quadro clínico dos pacientes, independentemente da ordem de chegada à UBS

E se fosse possível agendar consultas médicas nas unidades básicas de saúde sem sair de casa? A indicação foi feita à Prefeitura de Paranavaí pelo vereador Antonio Marcos Sampaio, que afirmou: “A prática atual [exclusivamente presencial] gera filas, desgaste físico e dificuldades, especialmente para idosos, pessoas com deficiência, gestantes e pacientes com doenças crônicas”.

O parlamentar classificou o modelo vigente como “arcaico” e “ultrapassado”. “Isso não é uma crítica, mas uma indicação [de] que podemos melhorar. Recentemente, apresentei a [proposta de] um aplicativo para que as pessoas pudessem estar fazendo essa melhoria, esse agendamento, mas infelizmente não avançou.”

A preocupação de Sampaio é com as filas de espera que se formam desde a madrugada. São pessoas que saem antes mesmo do sol nascer e vão até as UBSs para garantir atendimento.

“Imagina o cadeirante sair a madrugada, no dia chuvoso? Estamos para iniciar agora o período do frio. Uma senhora de idade [ou] um senhor de idade ficar aguardando encostado no alambrado de uma UBS por um bom tempo. Então isso é sensibilidade, isso é respeito ao próximo.”

O vereador afirmou categoricamente que já esteve em unidades de saúde e presenciou cenas assim.

A secretária municipal de Saúde, Andreia Vilar, contestou. Se há formação de fila, ocorre apenas em ocasiões pontuais. Isso porque o protocolo de atendimento nas UBSs não considera a ordem de chegada, mas, sim, a gravidade dos sintomas apresentados pelos pacientes.

Ela deu um exemplo prático. Uma pessoa com dores no peito, que podem indicar princípio de enfarte, terá prioridade em relação a outra com dor no dedo, independentemente de quem tenha chegado primeiro.

A diretriz parte do Ministério da Saúde e impossibilita o formato proposto pelo vereador Sampaio. Conforme destacou a secretária Andreia Vilar, não dá para dimensionar o quadro clínico do paciente através de um aplicativo digital ou de uma ligação telefônica.

O sistema remoto, no entanto, não é totalmente desprezado. O Ministério da Saúde preconiza agendamentos para programas de cunho permanente. Significa que o beneficiário pode adotar a prática em casos de pesagem infantil e acompanhamento nutricional; controle e monitoramento de hipertensão e diabetes; e até mesmo no tratamento do tabagismo. A opção presencial também é possível.

Fonte: REINALDO SILVA - Da Redação

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