Sim. Hoje, e somente hoje, a nossa coluna (Retratos) adapta o título e o dia para falar das 20 mil edições do Diário do Noroeste. Citar essa trajetória é voltar ao ano de 1955, mais precisamente ao dia 23 de outubro. Era primavera no hemisfério sul. Nesta data circulou a edição número 1 do Diário do Noroeste. Para marcar a data, destacamos a figura do fundador, o jornalista, empresário e poeta Euclides Bogoni (foto), falecido no dia 22 de junho de 2016.
Euclides Bogoni nasceu no dia 28 de fevereiro de 1934, em Videira, Santa Catarina. Foi pioneiro das comunicações em Paranavaí, chegando ao primeiro emprego no setor de redação na década de 1950 até se tornar empreendedor num curto espaço de tempo.
Autodidata, Bogoni foi poeta na adolescência, chegando a publicar poemas e artigos, antes de ser dono de jornal. Foi assim que tomou gosto pela profissão ao trabalhar no primeiro jornal da cidade – “Paranavaí Jornal”.
Com o fim da publicação, em 1954, Bogoni partiu para a grande aventura da sua vida: lançou o jornal “O Noroeste”, já com visão regional. Fundou o Diário do Noroeste. A marca evoluiu até o formato atual. Não sem antes passar por grandes provações, incluindo a grande geada e o incêndio na sede em 1975.
Cidadão Honorário do Paraná, título entregue em 30 de maio de 2014 no Teatro Doutor Altino Afonso Costa de Paranavaí, durante sessão extraordinária da Assembleia Legislativa, Euclides Bogoni viveu a conquista ao lado da esposa – Cira Bogoni – com quem se casou em 1960, união que gerou três filhos: Sérgio, Wladimir e Tânia Mara. Ele também foi Cidadão Honorário de Paranavaí, honraria concedida em 1979.
Bogoni dedicava atenção especial aos clubes de serviço, um capítulo especial em sua trajetória. Por décadas foi rotariano, pertencente ao primeiro clube da cidade – Rotary Club Paranavaí.
Em tempo: Através da figura emblemática de Euclides Bogoni, o Diário do Noroeste reverencia a memória de todos os profissionais que se dedicaram ao Jornal em determinado período. Todos, dos pioneiros aos mais recentes, têm um tijolinho nesta casa em permanente construção.
Um brinde;
Cheio de saudade
E com os olhos no futuro.




