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Material de construção é um dos setores em alta Foto: Agência Brasil

ECONOMIA

Atividade do comércio cresceu 3,3% em março de 2026

Segmentos como “Veículos, Motos e Peças” (12,2%) e “Combustíveis e Lubrificantes” (5,1%) registraram as maiores variações no período

O Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, registrou crescimento de 3,3% nas vendas do varejo físico em março de 2026 na comparação com o mês anterior. Camila Abdelmalack, economista-chefe da companhia, explica que como o indicador capta os dados a partir da intenção de compra, seu desempenho tende a ser particularmente sensível aos segmentos de bens duráveis. “Nesse contexto, o forte avanço observado em ‘Veículos, Motos e Peças’ e em ‘Material de Construção’ em março sugere uma retomada mais intensa justamente nos setores em que a decisão de compra é mais dependente de financiamento. Já no segmento de ‘Combustíveis e Lubrificantes’, o conflito envolvendo o Oriente Médio tem exercido pressão nos valores dos combustíveis, levando à antecipação das compras como forma de mitigação de riscos”, afirma.

Entre os setores, “Veículos, Motos e Peças” (12,2%) e “Combustíveis e Lubrificantes” (5,1%) concentraram as variações positivas mais expressivas do mês. Também houve avanço em “Material de Construção” (2,2%), enquanto “Móveis, Eletrodomésticos, Eletroeletrônicos e Informática” (0,3%) apresentou alta mais moderada. Por outro lado, “Supermercados, Hipermercados, Alimentos e Bebidas” (-1,0%) e “Tecidos, Vestuário, Calçados e Acessórios” (-0,9%) registraram retração.

“Apesar da alta na margem, o desempenho do comércio segue marcado por diferenças relevantes entre as atividades, com alguns setores apresentando avanços mais expressivos, como o de veículos, em linha com o aumento dos emplacamentos observado no período, e outros registrando variações mais moderadas ou retração. Esse comportamento indica que a recuperação do varejo permanece desigual, sem um avanço consistente e disseminado”, explica.

Variação

Na comparação entre março de 2026 e o mesmo mês de 2025, a atividade do comércio apresentou alta de 3,9%.

Entre os segmentos, “Veículos, Motos e Peças” (26%) apresentou o maior crescimento interanual, seguido por “Móveis, Eletrodomésticos, Eletroeletrônicos e Informática” (3,3%), “Material de Construção” (2,6%) e “Combustíveis e Lubrificantes” (2,3%). Já “Supermercados, Hipermercados, Alimentos e Bebidas” (0,7%) e “Tecidos, Vestuário, Calçados e Acessórios” (0,5%) registraram variações mais moderadas.

De acordo com a economista-chefe da datatech, o resultado interanual deve ser analisado com cautela, considerando tanto fatores pontuais quanto o cenário macroeconômico. “Parte do crescimento na comparação anual está associada ao efeito calendário, uma vez que o Carnaval em 2025 ocorreu em março, reduzindo o número de dias úteis naquele período. Além disso, o avanço mais forte em segmentos de bens duráveis contrasta com um desempenho mais contido em itens essenciais e semiduráveis, reforçando a leitura de um consumo ainda seletivo. Esse movimento ocorre em um contexto de elevado endividamento das famílias, que tem reduzido o grau de manobra do orçamento doméstico. Somam-se a isso juros elevados e uma desaceleração na concessão de crédito, fatores que acabam limitando a capacidade de consumo do brasileiro e dificultando uma recuperação mais ampla do varejo”, explica Camila.

Metodologia

O Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio é construído pelo volume de consultas mensais realizadas por cerca de 2.000 estabelecimentos comerciais à base de dados da Serasa Experian. As consultas são tratadas estatisticamente pelo método das médias aparadas, com corte de 20% nas extremidades superiores e inferiores das taxas mensais de crescimento, relativas a cada estabelecimento comercial dentro de cada um dos seis segmentos varejistas pesquisados. Para a formação da série agregada do Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, as taxas de crescimento resultantes de cada segmento varejista são ponderadas pelo peso relativo de cada um deles na Pesquisa Mensal de Comércio – Varejo Ampliado, do IBGE, respeitando-se as suas revisões metodológicas.

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