A Polícia Civil prendeu preventivamente o homem, de 38 anos, investigado pelo caso em que um carro caiu no Rio Paraná, em Porto Rico, no último sábado (2), provocando a morte da companheira, de 36 anos, e da filha do casal, de 3 anos. A informação foi confirmada pela delegada Iasmin Dias Gregório, da comarca de Loanda, responsável pela investigação.
De acordo com a delegada, a prisão foi decretada pela Vara Criminal da Comarca de Loanda depois de uma série de diligências feitas pela Polícia Civil, entre elas a análise de câmeras de monitoramento e a coleta de depoimentos.
Segundo a investigação, os elementos reunidos até agora indicam que era o homem quem dirigia o veículo no momento em que ele entrou no rio. A conclusão, conforme a delegada, contraria a versão apresentada pelo próprio investigado, de que a esposa estaria ao volante e teria se perdido na cidade.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, testemunhas ouvidas na delegacia afirmaram que ele conduzia o carro desde a saída da residência, onde a família participava de uma confraternização. A polícia também informou que, pelas imagens levantadas, o trajeto até a rampa foi linear, com cerca de 3 quilômetros de distância e tempo estimado de oito minutos.
Para a investigação, não há, até o momento, indícios de que o casal estivesse perdido. Segundo a delegada, as câmeras analisadas não mostram qualquer tentativa de pedir informação sobre a saída da cidade ou de buscar ajuda no caminho.
Outro ponto citado pela Polícia Civil é uma câmera de monitoramento de um flutuante próximo à rampa. Segundo a delegada, as imagens mostram que o homem conseguiu nadar até a estrutura com “destreza” e demorou cerca de um minuto e meio para pedir socorro para a esposa e a filha.
Com base nesses elementos, a Polícia Civil afirma que, até o momento, a linha investigativa aponta que o homem teria dirigido até o local de forma proposital, causando a morte das duas vítimas. Entretanto, a delegada ressaltou que a investigação continua e ainda aguarda laudos da perícia da Polícia Científica para a conclusão do inquérito.
Na última quinta-feira (7), a defesa do investigado se manifestou nas redes sociais. Em nota à imprensa, o advogado informou que já adota as medidas jurídicas para ter acesso integral ao inquérito policial e aos elementos informativos do caso.
A defesa também disse que, em respeito à investigação e à memória das vítimas, não iria comentar detalhes do ocorrido neste momento. No texto, os advogados afirmam que Márcio está “profundamente abalado emocionalmente” com a perda da esposa e da filha e que ele vem sofrendo ameaças e julgamentos precipitados desde a divulgação do caso.
Por fim, a defesa sustenta que o homem está à disposição das autoridades, colabora com as diligências e que os fatos, segundo os advogados, vão mostrar que ele “também é vítima desta tragédia”.
Com a prisão cumprida, o investigado permanece à disposição da Justiça enquanto a Polícia Civil aguarda os laudos periciais para concluir o inquérito.




