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Foto: Reprodução

PORTO RICO E PORTO SÃO JOSÉ

Com queda de granizo na região, cenário acende alerta para os próximos meses no Noroeste

Nota técnica da Defesa Civil aponta chance de avanço do El Niño e aumento na frequência de tempestades, com risco maior de vendavais e queda de granizo

A chuva de granizo que atingiu Porto Rico e Porto São José no fim de semana não ficou apenas no susto de uma noite de temporal. No Noroeste do Paraná, o episódio passou a ser também um sinal de alerta para o cenário que é esperado para os próximos meses, com previsão direta de influência do El Niño, que pode aumentar a ocorrência de tempestades na região.

Em Porto Rico, no sábado (16), por volta das 19h, um temporal com granizo assustou moradores e deixou alguns estragos na região. Houve registro de telhados perfurados em residências e também de queda de árvore na cidade. Vídeos e fotos feitos em propriedades rurais de Porto Rico e de Porto São José, em São Pedro do Paraná, mostram a primeira chuva de granizo do ano.

O coordenador de operações do Simepar, Marco Jusevicius, explica que quase toda nuvem de tempestade tem granizo no interior. Isso acontece porque essas nuvens ultrapassam a faixa em que a temperatura do ar está abaixo de zero, o que faz parte da umidade se transformar em gelo, mas não é sempre que essas pedras chegam ao solo. Quando ficam pequenas, o gelo pode continuar suspenso dentro da nuvem, mas, quando cresce o suficiente, acaba caindo, criando o que chamamos de “chuva de granizo”.

SOBRE O EL NIÑO – “O El Niño é o aquecimento das águas do Oceano Pacífico, o que favorece com que haja mais calor e umidade para formar tempestades na região equatorial e isso altera as condições dos ventos. Como é um grande sistema climatológico, muda a circulação em vários pontos do globo. Na América do Sul, favorece aumento no transporte de umidade e de calor da região Amazônica para o Sul do País. Historicamente ocorre mais seca no Norte do Brasil, e mais chuvas no Sul”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar. 

Neste momento, segundo a nota técnica da Defesa Civil, o Oceano Pacífico ainda está em condição de neutralidade climática, depois do fim do ciclo de La Niña. Mesmo assim, a projeção aponta 61% de probabilidade de desenvolvimento do El Niño entre maio e julho de 2026, com persistência até o verão 2026/2027.

A nota técnica aponta que, sob influência do El Niño, há aumento no risco de vendavais, granizo, inundações, enxurradas e até deslizamentos de terra. No caso do granizo, o alerta é mais direto, já que a combinação entre calor, umidade e choque de massas de ar tende a deixar as tempestades mais energéticas.

No Noroeste, esse cenário merece atenção especial porque episódios de instabilidade forte já costumam ganhar força na primavera, estação naturalmente associada às tempestades. Como o El Niño deve ficar ativo pouco antes desse período, o fenômeno pode alterar o comportamento do tempo já no inverno e aumentar também a possibilidade de novas chuvas de granizo ao longo do ano.

Para a população, a recomendação é revisar telhados, limpar calhas, evitar áreas alagadas durante temporais e não buscar abrigo debaixo de árvores ou estruturas metálicas frágeis em caso de vento forte. A Defesa Civil também reforça a importância do cadastro de alertas por SMS: basta enviar o CEP para o número 40199. Em situações de risco, os telefones de emergência são 199, da Defesa Civil, e 193, do Corpo de Bombeiros.

Fonte: Gabriel Trevisan

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