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Expansão de 1% na rede de esgoto pode evitar 476 internações, diz estudo do Ipardes Foto: Maurilio Cheli

SAÚDE

Investimentos em rede de esgoto podem ter evitado 3.988 internações desde 2019

Do ponto de vista econômico, quase R$ 3,3 milhões são poupados a cada 10% de aumento na rede de esgoto, projeta o estudo

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), com seus investimentos para universalizar a coleta e tratamento de esgoto até 2029, pode ter evitado, nos últimos oito anos, 3.988 internações por Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAIs), como diarreia, hepatite A e leptospirose.

A conclusão se dá diante de um novo estudo do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), que mostrou que uma expansão de 1% na rede de esgoto no Paraná pode evitar 476 internações.

Nas cidades em que a Companhia é responsável pelo serviço no estado, o Índice de Atendimento com Rede Coletora de Esgoto (IARCE) era de 74,22% em dezembro de 2019. Atualmente, o Índice é de 82,6%, um salto de 8,3 pontos percentuais.

Na prática, além de evitar o aumento dessas doenças, o avanço no saneamento também garante que o sistema seja desafogado e que este atendimento possa ser redirecionado para outras áreas com maior demanda no momento. São leitos e equipes que passam a ficar disponíveis, otimizando o uso dos recursos humanos e financeiros da saúde no Paraná.

Expansão de 1% na rede de esgoto pode evitar 476 internações, diz estudo do Ipardes
Foto: Maurilio Cheli

Do ponto de vista econômico, quase R$ 3,3 milhões são poupados a cada 10% de aumento na rede de esgoto, projeta o estudo. “Em termos de gastos hospitalares diretos, observou-se uma estimativa de R$ 4,79 milhões economizados pela ampliação da cobertura de saneamento nos últimos anos”, destacam os pesquisadores em um trecho do estudo.

Rumo à universalização

No Paraná, a Sanepar é responsável pelo saneamento em 344 dos 399 municípios, coletando 82,4% do esgoto nas áreas urbanas e tratando 100% do que recolheu, dentro da legislação ambiental. A intenção é chegar a 90% de índice de coleta até 2029, antecipando em quatro anos a meta estabelecida pelo Marco Legal do Saneamento. 

“O impacto da universalização será um verdadeiro legado da Sanepar para o Paraná”, explica Wilson Bley, diretor-presidente da Companhia. “É muito mais do que saneamento, é saúde pública de qualidade para a população. Isso sem contar com todos os impactos econômicos, com a redução de gastos hospitalares e ganhos reais na qualidade de vida, emprego e renda daqueles com acesso à água e ao esgoto”, completa.

Nesse quesito, explica o Ipardes, convém citar que o avanço no saneamento também evita uma perda de R$ 2,68 milhões no PIB do estado. A cifra está relacionada com a queda nos afastamentos de trabalhadores acometidos por DRSAIs. 

“A questão do saneamento é um fator econômico importante, porque um estado com padrões adequados consegue ter acréscimo ao PIB, além de uma redução de perda de capacidade laboral e dias parados”, destaca Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes. “No estudo, mostramos que o saneamento tem reflexos não só na saúde, como também nos aspectos econômicos e sociais, além da sustentabilidade do estado.” 

Qualidade de vida

A rotina de Ismail Donizete é um dos vários exemplos práticos desses impactos positivos citados pelo estudo do Ipardes. Desde que a vila onde mora em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, passou a ser atendida pela coleta de esgoto, a qualidade de vida e a saúde da família teriam avançado de forma significativa.

“Depois que fizeram estas benfeitorias, com certeza a qualidade de vida melhorou muito. A gente passava muito perrengue para circular na região, porque era meio que um esgoto a céu aberto, com valetas escorrendo água para todo canto. Piorava porque o povo jogava lixo, misturava com chuva e esgoto. Então, com certeza melhorou 100% a rotina e a saúde”, conta. “Eu só tenho a elogiar. A gente paga a taxa, mas vale a pena”, completa.

Marcelina da Silva Tavares, outra moradora do município, também observou que situações que antes eram comuns e ofereciam risco para a saúde da vizinhança deixaram de acontecer após as obras de esgotamento na cidade.

“Bichos como mosca, barata e rato diminuíram bastante. Outra coisa que senti muita diferença é o cheiro ruim que tinha na região e agora, com a rede de esgoto, não tem mais esse problema”, destaca.

A sensação de melhora observada por Ismail e Marcelina não é por acaso: na cidade, a Sanepar investiu R$ 77 milhões entre 2019 e 2025. Desse total, R$ 29 milhões foram destinados aos sistemas de abastecimento de água, R$ 47 milhões para o sistema de esgotamento sanitário e o restante em outras áreas. O município agora tem oferta de água tratada em 100% de sua área urbana e a cobertura da rede de coleta e tratamento de esgoto passou de 41% em janeiro de 2019 para 71% atualmente.

Fonte: Assessoria

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