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EM PARANAVAÍ

Éffeta celebra 20 anos e reúne milhares de pessoas em dois dias de fé, música e evangelização

Evento da Comunidade Católica Emanuel reuniu participantes de diferentes cidades no Parque de Exposições e marcou duas décadas de uma história

O céu permaneceu nublado durante boa parte do fim de semana, mas não impediu que milhares de pessoas ocupassem o Parque de Exposições Arthur da Costa e Silva, em Paranavaí, para acompanhar a 20ª edição do Éffeta no último sábado (19) e domingo (20). Realizado pela Comunidade Católica Emanuel, o evento reuniu participantes de Paranavaí e de diferentes municípios em dois dias de missas, oração, pregações, música, formação e convivência.

Com o tema “Abra-te para um Novo Tempo”, a edição comemorativa marcou duas décadas de uma história que começou em 2007 e cresceu ao longo dos anos, reunindo famílias, jovens, grupos de amigos e pessoas que acompanham o evento desde as primeiras edições.

O público se emocionou com as pregações, orações e músicas ao longo do evento Foto: Ivan Fuquini

Dom Mário destaca dimensão regional e presença de jovens

O bispo da Diocese de Paranavaí, Dom Mário Spaki, também participou da 20ª edição do Éffeta e avaliou positivamente a dimensão alcançada pelo evento. “Foi um evento de grande magnitude. Eu estive lá o dia todo e pude comprovar. Primeiro, o clima ajudou demais, estava fresquinho, gostoso. Depois, eu vi gente vindo de toda a nossa região Noroeste, mas também do Mato Grosso do Sul”, relatou.

Para o bispo, um dos aspectos que mais chamaram a atenção foi a quantidade de jovens e adolescentes entre os participantes. Segundo ele, as caravanas chegaram com muitos jovens, que demonstraram entusiasmo e alegria durante o evento. “Eram caravanas com muitos jovens, um percentual bastante grande de adolescentes entusiasmados, com uma alegria muito grande”, destacou.

Dom Mário também observou o envolvimento do público com a programação ao longo de todo o domingo. Para ele, os participantes não se limitaram a acompanhar apenas os momentos principais, mas permaneceram no espaço para participar das diferentes atividades.

“Percebi que as pessoas que vieram estavam dispostas a participar de toda a programação: a Santa Missa, depois os módulos e também o estande vocacional, que foi bastante movimentado o dia todo”, afirmou.

Na avaliação do bispo, a 20ª edição confirma que o Éffeta já está consolidado como um dos eventos de evangelização com alcance regional. “Fiquei muito feliz e espero que cada vez mais o Éffeta vá atingindo um público maior”, concluiu.

Dom Mário destacou o número de caravanas e a participação do público jovem Foto: Ivan Fuquini

Rosa de Saron encerra primeiro dia

O principal show do sábado ficou por conta do Rosa de Saron, uma das bandas mais conhecidas da música católica brasileira e também um nome que já faz parte da história do próprio Éffeta. Com quase quatro décadas de trajetória, o grupo se consolidou especialmente no segmento do rock cristão e construiu uma relação com diferentes gerações de público. A banda já havia participado de outras edições do Éffeta e voltou a Paranavaí em um momento especial de sua carreira, marcado também pelo lançamento do álbum “Rua dos Regressos” em 2026.

Para quem acompanhava o evento, o show representou mais do que uma apresentação musical. A presença da banda fazia parte de uma programação pensada para unir música e espiritualidade. A participante Érica Cristina de Oliveira Pereira, de Alto Paraná, destacou justamente essa relação. Para ela, o Rosa de Saron representa um momento de louvor e também faz parte da história do evento.

A noite também reuniu participantes que vieram de diferentes cidades. Matheus Fernandes Olivatti e Érica, por exemplo, viajaram de Alto Paraná para acompanhar a programação. O casal contou que participa do Éffeta há alguns anos e que a experiência compartilhada também tem significado para o relacionamento.

Eduarda Moreira Thomaz, de Douradina, esteve no evento acompanhada de duas amigas. O grupo percorreu cerca de duas horas até Paranavaí e escolheu participar da programação principalmente pela apresentação do Rosa de Saron, mas também pelos momentos de oração, missa e convivência.

Rosa de Saron levou pessoas de todas as idades ao Parque de Exposições na noite de sábado Foto: Gustavo Romano

Domingo começa cedo e leva milhares de volta ao Parque

No domingo (20), o movimento recomeçou ainda nas primeiras horas da manhã. Por volta das 8h, os participantes já chegavam ao Parque de Exposições para o segundo dia de programação.

Oficialmente, as atividades começaram às 8h30, com o Santo Terço conduzido pelo Instituto Hesed. Às 9h, foi celebrada a Santa Missa e, às 10h30, a programação seguiu com a pregação da Irmã Maria Raquel.

A religiosa, que integra o Instituto Hesed e tem atuação nacional em pregações, formações e evangelização, falou sobre os 20 anos do Éffeta e destacou a importância de continuar avançando. “Sempre uma alegria poder contemplar os frutos e a obra que Deus está fazendo esse ano, então completando esses 20 anos e com um tema tão especial de avançar para águas mais profundas. Ou seja, a gente não pode parar”, afirmou.

Para ela, a edição comemorativa representa também a oportunidade de reconhecer o que foi construído e acreditar nos frutos que ainda virão. “É bom voltar aqui e tocar os frutos do ano anterior e na certeza de que o que está sendo plantado aqui, também nós colheremos frutos abundantes futuramente. Então, no coração, a gratidão e imensa alegria”, disse.

Irmã Maria Raquel foi um dos principais destaques da edição Foto: Ivan Fuquini

Módulos levam público para diferentes espaços

A partir das 12h10, começaram os Módulos de Evangelização, uma das características tradicionais do Éffeta. A proposta é dividir a experiência em diferentes espaços de formação e oração, permitindo que os participantes escolham temas de acordo com seus interesses e momentos de vida.

Nesta edição, foram trabalhados módulos relacionados a Maria, juventude, Santíssimo, família e confissões, entre outros.

Bia Romano, que acompanha o Éffeta desde a primeira edição, participou do módulo de Maria. Ela teve a missão de fazer a primeira pregação do espaço em uma edição que também representou 20 anos de sua própria história junto ao evento. “Nós abrimos o módulo de Maria e eu tive a graça de fazer a primeira pregação”, contou.

Bia também participou da missa cantando o Salmo, a convite do padre Adão. Para ela, continuar servindo no Éffeta ao longo dos anos representa uma relação profunda com a própria caminhada de fé. “O Éffeta representa para mim uma grande evangelização. O Éffeta, na verdade, faz parte da minha conversão”, afirmou.

Módulos de Evangelização são um dos principais destaques do Éffeta Foto: Ivan Fuquini

Um dos momentos mais emocionantes acontece durante a tarde

Entre os momentos que mais mobilizaram o público no domingo esteve a Bênção do Santíssimo Sacramento, realizada no período da tarde. Por volta das 16h30, quando os módulos foram encerrados, Padre Adão desceu do palco carregando o Santíssimo. A cena mudou completamente a dinâmica do espaço: pessoas que estavam nas arquibancadas deixaram seus lugares e se aproximaram para acompanhar de perto o momento de adoração.

O público se concentrou ao redor do sacerdote enquanto ele caminhava com o Santíssimo pelo espaço, em um dos momentos mais marcantes da 20ª edição. A movimentação reuniu pessoas de diferentes idades, que deixaram as arquibancadas para se aproximar e acompanhar a bênção. O silêncio, a oração e a concentração do público contrastaram com a movimentação que havia marcado os demais momentos da programação.

O gesto também reforçou uma das propostas centrais do Éffeta, o de fazer com que a experiência de fé não fique restrita ao palco, mas envolva diretamente quem está no espaço.

Padre Adão desce do palco e caminha com o Santíssimo em mãos Foto: Ivan Fuquini

Evangelização também pelas redes sociais

A presença do Instituto Hesed no Éffeta também aproximou o público de uma missão que acontece durante todo o ano pelas redes sociais. Segundo Irmã Maria Raquel, o trabalho desenvolvido pelo Instituto e pelo Exército de São Miguel reúne pessoas que permanecem em oração diariamente, mesmo estando em diferentes cidades e países.

“É uma característica muito forte do Exército de São Miguel, que se aposta ao lado que o Instituto tem desenvolvido já há seis anos, que é a fidelidade, porque é um povo que está ali rezando o ano inteiro”, explicou.

Ela destacou que as redes sociais se transformaram em uma espécie de espaço de evangelização contemporâneo. “Costumamos dizer que são os novos areópagos de hoje, como São Paulo evangelizava naquele tempo. E a gente hoje, através dessa ferramenta da rede social, pode levar a palavra, o amor de Deus, tão longe”, afirmou.

Para ela, a dimensão alcançada pela internet permite encontrar pessoas que, mesmo distantes fisicamente, permanecem ligadas à oração. “É percorrer o Brasil e em todos os lugares encontrar um povo orante, um povo fiel”, resumiu.

Dois dias que terminam com um novo começo

Quando o show de encerramento e os últimos momentos de louvor chegaram ao fim, no domingo, o Parque de Exposições encerrou mais uma edição do Éffeta. Mas, para quem acompanhou a programação, a experiência proposta pela Comunidade Católica Emanuel não termina necessariamente com o fim do evento.

Essa é uma das ideias presentes no próprio tema da 20ª edição: “Abra-te para um Novo Tempo”. Ao longo de dois dias, o público foi convidado a participar de celebrações, ouvir pregações, cantar, rezar, conviver e refletir sobre diferentes dimensões da fé.

Para quem esteve pela primeira vez, o fim de semana foi uma descoberta. Para quem acompanha há anos, foi mais um capítulo de uma história que continua sendo construída.

E para pessoas como Bia Romano, que estiveram no primeiro Éffeta e continuam presentes duas décadas depois, a 20ª edição mostrou justamente isso: o evento mudou, cresceu e ganhou novas formas de evangelização, mas continua sendo feito por pessoas que, ano após ano, se colocam à disposição para participar e servir.

Pessoas de diversos municípios da região compareceram aos dois dias de Éffeta Foto Ivan Fuquini

Fonte: Cibele Chacon - da redação

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